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Brasília - No
dia 5 de outubro, cerca de 1,7 milhão de eleitores de Salvador
(BA) vão escolher o prefeito entre cinco candidatos. Liderando
a coligação Salvador, Bahia, Brasil (PT–PCdoB–PV–PSB), o deputado federal Walter Pinheiro (PT) é um
dos que está na corrida pela administração da
capital baiana.
Em
seu terceiro mandato como deputado federal, Pinheiro é técnico
em telecomunicações e iniciou sua carreira política
no Sindicato dos Telefônicos (Sinttel). Ele aposta na gestão
participativa, com a população dando os rumos do
governo, e na valorização dos servidores públicos.
Na saúde, o petista prometeu dobrar o número
de agentes comunitários e colocar para funcionar os postos de
saúde.
Na
educação, Pinheiro pretende investir no
ensino integral. “Primeiro, vamos utilizar as estruturas cívicas
que temos nos bairros, o que chamamos de Bairro Educador, que é
usar os clubes, as escolas, as igrejas, templos e associações,
para que quando o aluno não estiver na escola possa participar
de reforço escolar, atividades culturais e esportivas”, disse.
O
petista também pretende melhorar a assistência
à educação básica e ao ensino superior.
“Vamos trabalhar com os recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação]
para melhorar o atendimento nas creches e na educação no
ensino infantil e, na outra ponta, que é o ensino superior, a
idéia é aproveitar a potencialidade de Salvador e
tentar transformá-la na cidade do conhecimento”, argumentou.
Na
área de saúde, Pinheiro prometeu dobrar o números
de agentes comunitários e construir o Hospital-geral do
Subúrbio. “A obra já está decidida e assinada
pelo governo estadual, já que Salvador não possui
hospitais”, disse. “Nos quatro primeiros anos, a nossa proposta é
construir um núcleo de atendimento, que funciona de forma
bem mais ampla, com marcação de consulta, atendimento
pré-hospitalar e, associado a isso, um outro aspecto
importante do atendimento, que é o convênio com diversas
clínicas , cerca de 700 a 800. Além disso, vamos buscar a utilização
da rede filantrópica para termos a capacidade de colocar para
funcionar o sistema de saúde, contando com a valorização
profissional”.
Pinheiro
avaliou que, na segurança, o prefeito também deve assumir
responsabilidades e o primeiro passo, segundo ele, será a
criação de um gabinete para tratar do assunto. “É
importante que a gente trate isso num clima da responsabilidade, o
município não pode assistir e achar que não tem
nada a ver. Quero primeiro estabelecer uma assessoria no gabinete do
prefeito, que trate isso com a prioridade, quero tratar isso direto
com o Ministério da Justiça e o governador do estado”.
Para
dar mais segurança aos soteropolitanos, o petista aposta em
medidas não só repressivas, mas na melhoria
da iluminação e no controle dos acessos aos principais
bairros da cidade. “Temos que entrar com política de
iluminação, pavimentação e melhorias nos
acessos, políticas culturais e educativas para que o bairro
tenha vida e a gente ocupe esses espaços, além
efetivamente das ações que iremos fazer conjuntamente com a
Polícia Federal, Militar, Civil e com a Guarda Municipal”.
No
transporte público, Pinheiro avaliou a situação
da capital do estado como “caótica”. “Precisamos ajustar
o trânsito e também uma nova sistemática de
transporte, que dê à cidade um sistema seguro, viável e
capaz de alimentar a necessidade. Para isso, iremos investir no
término do metrô e corrigir os erros que foram
produzidos com o metrô, que chamamos de calça curta, e
introduzir um sistema integrado de transporte na cidade”, disse o candidato.
Walter
Pinheiro também planeja rever o Plano Diretor de Ordenamento
Territorial. “A partir de janeiro, a idéia é chamar
todas as áreas para rediscutir esse assunto, até
mesmo para trabalharmos e permitir que tenhamos oportunidade de
entender melhor as sutilezas de Salvador. O plano diretor só
pensou em uma faixa da cidade, então temos que requalificar a
Cidade Baixa, o Centro Histórico”, afirmou.
Para
a habitação, o petista prometeu investimentos com o objetivo
de reverter o déficit de moradias, atualmente em torno de 100
mil casas. “Salvador tem um problema sério de déficit,
de quase 100 mil moradias, um problema sério, sob o ponto de
vista de terras disponíveis, que hoje são cerca de 5%
apenas. Iremos trabalhar em conjunto com os governos federal e estadual,
aproveitando essas potencialidades, e ajustar a essas questões
do uso do solo as questões ambientais e as que envolvem a
retomada de novos espaços e a questão do mapeamento
ecológico”, concluiu Pinheiro.
Colaborou Camila Vassalo
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