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Brasília - Ex-governador
da Bahia e ex-prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy
(PSDB) entra na disputa para tentar voltar a administrar a capital baiana,
com a promessa de melhorar a gestão dos recursos do município,
para que o executivo local possa planejar ações de
curto, médio e longo prazo.
Imbassahy prometeu melhorar o atendimento nos postos de
saúde, construindo, ao longo dos próximos quatro anos, 100 novos postos de saúde. Ele afirmou que vai melhorar o
trânsito de Salvador, com a construção de baias
nas paradas de ônibus e a conclusão da primeira etapa
das obras do metrô.
À frente da coligação Para Melhorar Salvador (PSDB–PPS), Antonio Imbassahy é o entrevistado de hoje (2) da série
de matérias especiais da Agência Brasil com os
candidatos a prefeito das principais capitais do país. Na série com os candidatos à prefeitura de Salvador, amanhã (3) será vez do candidato Walter Pinheiro (PT) e na quinta-feira (4), de João Henrique (PMDB), candidato à reeleição.
Imbassahy
afirmou que para administrar uma cidade como Salvador, é preciso
ter um bom planejamento e respeito aos cidadãos. “É
fundamental que você tenha um bom planejamento, uma boa
organização, tenha a capacidade de formar uma boa
equipe. E essa equipe elaborar projetos claros, definidos, com
metas de começo, meio e fim. Com recursos financeiros bem
alocados, viabilizando uma boa relação com o governo do
estado e federal. Enfim, um conhecimento geral da cidade, porque a
partir de uma boa administração é que podemos
direcionar ações para os campos que consideramos ser
mais importantes”, disse.
Na
saúde pública, o candidato garantiu que os recursos
repassados pelo governo federal são suficientes para melhorar
o atendimento à população. “Salvador receberá
este ano, do governo federal, cerca de R$ 750 milhões. É
dinheiro suficiente para melhorar o atendimento à população. O prefeito atual
decretou estado de emergência na saúde pública
municipal, o que revela a má administração
desses recursos”, afirmou.
“Podemos
construir 100 novos postos de saúde, 20 policlínicas,
com equipamentos modernos, como raio-x e ultra-sonografia, e com
médicos especializados, que permitam fazer uma ponte entre o
posto de saúde, a unidade básica e o hospital. Essa é
uma reivindicação antiga da cidade. Além disso,
vamos construir novas maternidades. Salvador precisa de, pelo menos,
três novas maternidades para suprir a deficiência. Estamos lançando aqui o Programa Vaga Garantida, para que a
gestante, ao chegar ao posto de saúde para fazer o pré-natal,
já saiba em qual hospital vai ter o bebê”,
completou Imbassahy.
No
transporte público, ele afirmou que vai repensar a atual
política “de somente colocar quebra-molas, semáforos, para gerar uma quantidade imensa de multas”. O candidato pretende melhorar as
avenidas, com a colocação de baias para ônibus (uma área recuada, tirada da calçada), com
o objetivo de evitar a retenção de uma faixa quando o
ônibus parar para fazer o desembarque e o embarque dos
passageiros. “Pretendo construir novas avenidas, ligações
bairro a bairro, uma central de trânsito, que permita monitorar
os principais pontos da cidade, os cruzamentos e ajustar melhor os
semáforos, para permitir o fluxo do tráfego”.
Para
a educação, Imbassahy pretende construir
escolas e investir na capacitação dos professores.
“Fizemos um forte trabalho de capacitação dos
professores da rede municipal de ensino. E hoje, cerca de 90% dos
professores são graduados e cerca de 500 professores receberam
a pós-graduação. Esse programa deve ser
continuado e pretendemos aumentar o número de escolas que
funcionam em regime integral”, afirmou.
“Queremos
fazer parcerias com organizações não-governamentais
(ONGs) e parcerias com políticas públicas, que venham permitir a construção de mais 30 escolas, que
funcionem em regime integral”, disse Imbassahy.
Ele
reconheceu que a segurança pública “é um
problema gravíssimo” na capital baiana. “Não tem
muita mágica para se fazer. Na verdade, temos que ter uma ação
integrada entre prefeitura e governo do estado”, afirmou,
completando que pretende implantar em Salvador um programa semelhante ao
utilizado em São Paulo pelo governador José Serra.
“Ele
[José Serra] me disse que está fazendo um
programa lá [em São Paulo] com nome Saturação
com Virada Social, que significa ocupar determinada região da
cidade onde o índice de criminalidade é muito alto, com
um forte esquema policial para estabilizar a criminalidade e entrar
com ações públicas como construção
de quadras, atividades de lazer, cultura, diversão, postos de
saúde e escolas”, disse Antonio Imbassahy.
Colaborou Camila Vassalo
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