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1 de Setembro de 2008 - 11h47 - Última modificação em 1 de Setembro de 2008 - 11h47


CPI dos grampos vai convocar general da Segurança Institucional da Presidência

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Armando Félix, será convocado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas na Câmara. Ele será ouvido sobre a denúncia de grampos feitos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e de outras autoridades do Legislativo e do Executivo.

O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que, devido a gravidade das denúncias, pretende marcar o depoimento do general para amanhã (2). "Isso tem de ser muito bem investigado. As denúncias são gravíssimas. Temos que ouvir o chefe do doutor Paulo Lacerda [diretor-geral da Abin] para esclarecer as denúncias", disse Itagiba. Ele lembrou que a Abin é subordinada ao GSI, por isso a necessidade de convocar o general Armando Félix.

O deputado ainda disse que a CPI pretende ouvir também José Milton Campana, subordinado de Paulo Lacerda na Abin. Lacerda já foi ouvido pela CPI há 15 dias, quando negou a existência de qualquer ordem para que a instituição grampeasse telefones de autoridades. Por conta disso, Itagiba descartou, por enquanto, uma nova convocação de Lacerda.

"Ele já negou a realização de grampos na Comissão. Podemos ouvir os outros dois e, se for necessário depois de conhecermos o teor dos depoimentos, poderíamos partir para uma nova convocação do diretor da Abin", afirmou.

Para o deputado, a instalação de grampos telefônicos se deve a uma "disputa" no governo federal. "A CPI já denunciou tentativas de interceptação do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique. Existe algo muito maior, uma disputa de poder em grupos instalados dentro do governo", disse.

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso vai se reunir no dia 9 para discutir a denúncia do grampo.



 


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