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Brasília - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), se encontrará com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje (1) à tarde
para discutir a denúncia de que a Agência Brasileira de
Inteligência (Abin) teria grampeado telefones de diversas
autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Ele
próprio teria sido grampeado.
"É um fato
de gravidade muito grande. Vou pedir providências, que devem
ser enérgicas. Mas o presidente é ele, e não
eu", disse.
"Quero saber o que
ele [Lula] pretende fazer com esse órgão [Abin]
que, segundo a revista [Veja], está extrapolando de
suas funções", acrescentou.
A revista Veja
desta semana denuncia que foram feitos grampos em telefones de
diversas autoridades. A reportagem transcreve um diálogo entre
o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o
senador Demóstenes Torres (DEM-GO), sobre a Comissão
Parlamentar de Inquérito da Pedofilia.
O senador Garibaldi não
descartou uma varredura em todos os telefones do Senado para
verificar a existência de grampos.
"Vou consultar o
pessoal do Senado para ver como fazer isso", disse.
O senador disse que
ainda é cedo para se pensar em criar uma CPI sobre o assunto.
"Até agora não há motivos para uma CPI, mas
se não se apurar, pode ser que evolua para isso", disse.
A denúncia de
que autoridades teriam tido seus telefones grampeados fez com que o
presidente do STF se reunisse com o presidente Lula hoje pela manhã
para discutir o assunto.
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