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Brasília - O líder do
governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), admitiu hoje (2)
a hipótese de que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, poderia estar
envolvido com o grampo de autoridades. O líder disse que
levanta diversas hipóteses e que o envolvimento do banqueiro é
uma que tem que ser investigada.
“Como este banqueiro
é uma pessoa que está envolvida em diversas
irregularidades, e tentou subornar um agente da Polícia
Federal, essa pessoa é capaz de tudo. Não estou dizendo
que ele seja responsável por esse grampo. Seria uma insensatez
da minha parte”, disse.
Fontana defendeu o
projeto do Executivo, em tramitação na Câmara,
que disciplina o uso do grampo telefônico. Segundo ele, o
projeto torna mais rígido os controles para que se faça
as escutas telefônicas autorizadas judicialmente.
O projeto prevê
que o Ministério Público seja ouvido antes de se
autorizar a escuta telefônica judicial e estabelece que a cada
60 dias seja feita uma prestação de contas, caso seja
necessário renovar a escuta por mais 60 dias.
“Temos que ter
cuidados para não desgastar uma ferramenta de investigação
muito poderosa na sociedade moderna, que é as escuta
autorizada judicialmente”, afirmou.
O deputado acredita que
“o governo quer e vai fazer uma investigação
profunda” para descobrir os responsáveis pelas escutas de
conversas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres.
“Queremos uma
investigação séria e independente para saber
quem fez o grampo, porque fez e com que finalidade”, disse.
De acordo com o líder
governista, as hipótese sobre os grampos denunciados pela
revista Veja são múltiplas: “o Democratas, por
exemplo, acusa o governo de institucionalmente apoiar o grampo, o que
é um absurdo; pode também ter pessoas interessadas em
desestabilizar o trabalho da Polícia Federal e do Ministério
Público”.
Fontana disse, ainda,
que o governo do presidente Lula “jamais vai compactuar com grampo
ilegal”. Segundo ele, o governo defende e sempre vai defender
escutas telefônicas autorizadas judicialmente para fazer
investigações inteligentes e profundas para combater o
crime organizado.
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