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2 de Setembro de 2008 - 17h52 - Última modificação em 2 de Setembro de 2008 - 17h52


Líder do PT diz que envolvimento de Dantas em grampos deve ser investigado

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), admitiu hoje (2) a hipótese de que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, poderia estar envolvido com o grampo de autoridades. O líder disse que levanta diversas hipóteses e que o envolvimento do banqueiro é uma que tem que ser investigada.

“Como este banqueiro é uma pessoa que está envolvida em diversas irregularidades, e tentou subornar um agente da Polícia Federal, essa pessoa é capaz de tudo. Não estou dizendo que ele seja responsável por esse grampo. Seria uma insensatez da minha parte”, disse.

Fontana defendeu o projeto do Executivo, em tramitação na Câmara, que disciplina o uso do grampo telefônico. Segundo ele, o projeto torna mais rígido os controles para que se faça as escutas telefônicas autorizadas judicialmente.

O projeto prevê que o Ministério Público seja ouvido antes de se autorizar a escuta telefônica judicial e estabelece que a cada 60 dias seja feita uma prestação de contas, caso seja necessário renovar a escuta por mais 60 dias.

“Temos que ter cuidados para não desgastar uma ferramenta de investigação muito poderosa na sociedade moderna, que é as escuta autorizada judicialmente”, afirmou.

O deputado acredita que “o governo quer e vai fazer uma investigação profunda” para descobrir os responsáveis pelas escutas de conversas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres.

“Queremos uma investigação séria e independente para saber quem fez o grampo, porque fez e com que finalidade”, disse.

De acordo com o líder governista, as hipótese sobre os grampos denunciados pela revista Veja são múltiplas: “o Democratas, por exemplo, acusa o governo de institucionalmente apoiar o grampo, o que é um absurdo; pode também ter pessoas interessadas em desestabilizar o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público”.

Fontana disse, ainda, que o governo do presidente Lula “jamais vai compactuar com grampo ilegal”. Segundo ele, o governo defende e sempre vai defender escutas telefônicas autorizadas judicialmente para fazer investigações inteligentes e profundas para combater o crime organizado.




 


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