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Brasília - A assessoria da
Procuradoria Geral da República (PGR) confirmou hoje (2) que o
procurador-geral Antonio Fernando Souza pediu à Polícia
Federal que investigue as escutas telefônicas ilegais.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é
suspeita de ter interceptado telefonemas no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Gilmar Mendes, e de outras autoridades, segundo reportagem publicada
pela edição desta semana da Revista Veja.
Ontem (1º), a PF
divulgou nota informando que a direção-geral havia
determinado à Superintendência Regional do órgão
no Distrito Federal a instauração de inquérito
para apurar “supostos monitoramentos de comunicações”
de autoridades públicas.
Ainda de acordo com o
comunicado, a PF pediu também o acompanhamento da
investigação por membros da Comissão Mista de
Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) – comissão
permanente do Congresso Nacional – bem como pelo Ministério
Público Federal.
Em relação
à possibilidade de participação de membros da
própria PF em atividades ilegais de escuta, a instituição
esclareceu que, como polícia judiciária, usa a
interceptação telefônica “como meio de
investigação, com acompanhamento do Ministério
Público e com autorização judicial, nos termos
da legislação vigente”.
“A tecnologia
disponível e o treinamento dos efetivos são adequados à
produção de provas vinculadas a inquéritos
policiais passíveis de auditoria pelos órgãos de
controle interno e judicial”, finalizou a nota da PF.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva determinou, ao final da tarde de ontem,
o afastamento temporário da diretoria da Abin, comandada
por Paulo Lacerda, até que sejam concluídas as
investigações sobre o envolvimento do órgão.
O governo anunciou a
decisão horas depois de Lula ter se reunir com Gilmar Mendes,
no Palácio do Planalto, para tratar do assunto. A finalidade do
afastamento da direção da Abin é "assegurar
a transparência" do inquérito da PF, segundo nota
distribuída pelo Palácio do Planalto.
Atualizada para correção de informação no primeiro parágrafo: a assessoria confirma o pedido de investigação de escutas ilegais, e não da participação específica da Abin.
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