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2 de Setembro de 2008 - 17h20 - Última modificação em 2 de Setembro de 2008 - 17h20


Ministro não descarta envolvimento de servidores da Abin em grampos ilegais

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, presta depoimento à CPI dos grampos da Câmara. Ele disse confiar em Paulo Lacerda, afastado do comando da Abin após a denúncia de escuta ilegal no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal
Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, presta depoimento à CPI dos grampos da Câmara. Ele disse confiar em Paulo Lacerda, afastado do comando da Abin após a denúncia de escuta ilegal no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal
Brasília - No depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara dos Deputados, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, reiterou que não desconsidera um possível envolvimento de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em grampos ilegais.

“Nós não descartamos nenhuma hipótese, nem mesmo essa. A Abin como instituição é uma coisa, mas servidores da Abin são seres humanos, sujeitos a erros e acertos”, afirmou Félix.

“Temos quatro ou cinco sindicâncias buscando caracterizar isso [envolvimento de servidores da Abin em espionagem ilegal], mas nunca conseguimos uma comprovação”, acrescentou.

Apesar da incapacidade de comprovar os desvios de conduta, Félix destacou que há mecanismos de segurança e contra-inteligência usados para evitar ações inadequadas.

O ministro se negou a comentar os assuntos debatidos na reunião de ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, convocada após a divulgação de uma conversa telefônica entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), obtida supostamente a partir de grampo ilegal.

Segundo o ministro, a escuta ilegal, se tiver de fato ocorrido, foi feita sem respaldo institucional. Ele inocentou o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda.


 


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