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Brasília - Para
ficar mais quatro anos à frente da Prefeitura de Salvador, o prefeito
João Henrique (PMDB) prometeu, em seu programa de governo à reeleição, ampliar o programa Saúde
da Família, dobrar o número de ambulâncias do
Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e iniciar a municipalização da administração
de hospitais.
Na educação, a meta é
elevar a nota dos alunos de Salvador no Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para
uma das três melhores do país. Na
segurança, João Henrique prometeu levar o programa de
iluminação pública para todas as áreas
com altos índices de criminalidade e instalar câmaras em
toda a frota de ônibus da capital. Além disso, ele quer
atingir o contingente de 5 mil homens da Guarda Municipal, hoje de 1,4 mil guardas.
Liderando
a coligação A Força do Brasil em Salvador, que
reúne nove partidos, à frente o PMDB, João Henrique é o
entrevistado de hoje (4) da série de matérias especiais
da Agência Brasil com os candidatos a prefeito das
principais capitais do país.
Na
disputa pela reeleição, João Henrique (PMDB)
afirmou que recebeu a capital baiana com o Programa Saúde na
Família cobrindo apenas cerca de 4% da cidade. Hoje, segundo ele, a
cobertura é de 16% e a meta é ampliar ainda mais o
número de equipes. “Nos próximos quatro anos, o
compromisso é continuar ampliando, com a meta de atingir 100%
de cobertura e cobrir toda a cidade com o programa. O objetivo é,
gradualmente, atender até, dentro de um horizonte de mais
quatro anos, chegarmos próximo de 100% de cobertura do
programa", prometeu o candidato.
João Henrique também pretende ampliar os atendimentos do Samu. “O orçamento
na urgência e emergência dará para dobrar o número
de ambulâncias do Samu, que hoje são 56. Quando cheguei
na prefeitura, não tinha nenhuma ambulância e chegamos a
56 nesses três anos. A meta é dobrar para 112
ambulâncias", disse.
João
Henrique também prometeu iniciar o diálogo com o governo
do estado para municipalizar a administração dos
hospitais da capital. Com isso, a cidade passará a receber
mais recursos do governo federal, mas terá que
gerir toda a administração das unidades.
“Os
hospitais daqui são todos do estado. Como entramos na gestão
plena, é possível, dentro do entendimento tripartite
(União, estado e município), que, pouco a pouco, alguma
unidade hospitalar, ou algumas unidades hospitalares, passem para o
município. Nisso ainda não temos pressa, porque sabemos
da complexidade que é a manutenção de um hospital”, afirmou.
Na
educação, a meta é elevar a nota do Ideb dos
alunos soteropolitanos. “Quando chegamos na prefeitura, Salvador
ocupava o 26º lugar no Brasil no Ideb. Hoje, três anos e
meio depois, estamos em 16º. Superamos 10 capitais e a meta é
ir para os três primeiros lugares”, disse o prefeito candidato à reeleição.
O
peemedebista também promete construir mais creches. “Até o ano passado, as 42 creches que existem em
Salvador eram de gestão do estado. Este ano, o estado passou
para o município. Estamos na fase de transição
ainda, mas reconhecemos que para a demanda é muito pouco. Como
agora temos recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica],
teremos assegurado que podemos, para os próximos quatro anos,
no mínimo, triplicar esse número de creches, saindo de
42 para 120 creches", previu.
Para
a segurança pública, o atual prefeito lembrou que a
administração é privativa do governo do estado,
mas destacou programas, como o de iluminação pública,
que ajudaram, segundo ele, na redução da criminalidade.
”Temos o programa Banho de Luz, de iluminação
pública. Eles [a Polícia Militar e o governo do
estado] nos pedem o Banho de Luz em determinadas áreas e a
gente aplica. Cerca de 60 dias depois vem o relatório da
Polícia Militar identificando a redução da
violência nesses lugares. Isso está sendo feito em
vários bairros da cidade, a nossa meta é continuar
ampliando o Banho de Luz até fechar 100% da cidade”,
prometeu.
“O
outro programa é o Câmera dos Ônibus. Temos uma
frota de 2.500 ônibus em Salvador e cerca de 1.800 com câmeras
externas de segurança. Reduzimos o número de assaltos
nos ônibus. A meta é, nos próximos quatro anos,
fechar 100% da frota com câmeras. Outro programa é o Câmera nos
Bairros, no qual já conseguimos, por meio do Pronasci
[Programa Nacional de Segurança com Cidadania] R$ 1
milhão para colocar câmeras. Com a ajuda da PM, já
identificamos 23 bairros onde vamos começar a colocar essas
câmeras”, afirmou.
Outra
proposta é aumentar o número de guardas municipais nas
ruas. “Começamos com 1,4 mil homens, mas a meta é
fechar em 5 mil homens, que é o recomendado pelas
autoridades do setor”, disse.
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