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Brasília - A partir de hoje (2) o secretário de Planejamento, Orçamento e Administração, Wilson Roberto Trezza, responde pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A determinação está nesta edição do Diário Oficial da União, assim como o afastamento temporário
da diretoria da agência.
De acordo com o texto, o afastamento é preventivo, enquanto durarem as investigações
sobre o possível envolvimento da agência com escutas
telefônicas ilegais. O Gabinete de Segurança
Institucional da Presidência da República afastou o
diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, o diretor-geral adjunto, José
Milton Campana, e o diretor de Contra-Inteligência, Paulo
Maurício Fortunato Pinto.
A Abin é
suspeita de ter realizado escutas no gabinete do presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e de outras
autoridades, segundo reportagem publicada pela edição
desta semana da Revista Veja. A Polícia Federal
vai investigar o caso.
O governo anunciou a
decisão no fim da tarde ontem (1º), horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
ter se reunido com Gilmar Mendes, no Palácio do Planalto, para
tratar do assunto. O objetivo do afastamento da direção
da Abin é "assegurar a transparência" do
inquérito da PF, segundo nota distribuída pelo Palácio
do Planalto.
Matéria alterada para acréscimo de informações e adequação de título.
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