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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança
Institucional (GSI), general Jorge Félix, negou hoje (2), em depoimento à
Comisssão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, da Câmara dos Deputados, que a Agência
Brasileira de Inteligência (Abin) tenha realizado, em caráter
institucional, qualquer interceptação de telefonemas de ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF).
“Certamente não. A Abin como instituição não fez e
não faz essa escuta”, respondeu Félix em resposta a questionamento do
relator da CPI, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA).
Félix afirmou que a interceptação só é permitida
quando há suspeita de atividade criminosa. Uma vez detectada a
probabilidade de crime, a informação é repassada para a Polícia
Federal (PF). O caso não volta necessariamente à Abin, disse.
“A partir do momento que repassamos o trabalho feito
na Abin para a PF, é responsabilidade dela. Mas se ela precisar de
apoio, dentro do escopo da agência, a Abin vai apoiar”, ressaltou.
O ministro confirmou que o diretor-adjunto da agência,
Milton Campana, afastado temporariamente do cargo, coordenou recentemente um
trabalho de cooperação de agentes da Abin à Polícia Federal, na Operação Satiagraha.
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