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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de
Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, disse agora há pouco, em seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados, que não acredita
que os diretores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), afastados temporariamente ontem (1º), estejam envolvidos
em grampos ilegais contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos.
A
revista Veja publicou reportagem, no último fim de semana, onde divulgou conversas
gravadas entre autoridades públicas e atribuiu o vazamento do material a um funcionário da Abin.“Reafirmo minha confiança em especial no dr. Paulo
Lacerda [diretor-geral da Abin], que tem uma das melhores folhas de serviços prestados ao país.
Espero que a verdade venha a tona”, disse Félix.
Segundo o general, houve apenas a confirmação do
presidente do STF, ministro Gilmar Mendes e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) de que tiveram um
telefonema gravado, mas não há indícios claros da autoria e nem da
origem do procedimento. "Pode ter sido no Supremo, no Senado ou desviado
das operadoras que fazem parte do sistema desses dois telefones”,
minimizou Félix.
O general ressaltou ter sido solicitado ao Ministério
da Justiça a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar
os fatos. “O presidente da República optou por afastar provisoriamente
os diretores. Só nos resta aguardar as investigações”, disse.
Félix negou ainda que o presidente Lula tenha sido
alvo de escuta clandestina no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, em 25 de
março deste ano. “Ele não se hospedou lá, mas sim a segurança. Não foi
encontrado dispositivo de escuta lá.”
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