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2 de Setembro de 2008 - 12h31 - Última modificação em 2 de Setembro de 2008 - 12h31


Advogado nega envolvimento de Daniel Dantas com grampo do Supremo

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro Daniel Dantas, repudiou hoje (02) a afirmação do general e ministro-chefe do Gabinete da Segurança Institucional Jorge Armando Félix de que seu cliente teria contratado funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para grampear o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Segundo Machado, a acusação do general é “uma tolice e um despropósito” e revelaria uma inclinação dele contra seu cliente. Machado ainda classificou como “desatino” a interceptação telefônica feita pela Abin contra o ministro Gilmar Mendes.

“Todo mundo está vendo que a Abin ultrapassou todos os limites”, disse Machado na manhã de hoje em entrevista à Agência Brasil. O advogado do banqueiro negou qualquer envolvimento de seu cliente no episódio e cogitou interpelar judicialmente o general pela acusação. “Não posso aceitar uma acusação leviana dessa”, disse.

De acordo com Machado, quem deveria esclarecer o grampo seria o próprio general ou o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, “e não um cidadão, como Daniel Dantas”.



 


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