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2 de Setembro de 2008 - 19h29 -
Última modificação
em 2 de Setembro de 2008 - 19h29
Grampos são "invasão de privacidade intolerável”, afirma ministro
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, presta depoimento à CPI dos grampos da Câmara. Ele disse confiar em Paulo Lacerda, afastado do comando da Abin após a denúncia de escuta ilegal no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal
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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
(GSI), Jorge Félix, demonstrou preocupação com a ocorrência
generalizada de interceptações de conversas reservadas de autoridades,
que acabam divulgadas na imprensa.
Em depoimento prestado hoje (2) à CPI das Escutas
Telefônicas, o general afirmou que a prática dos grampos caracteriza “invasão de privacidade intolerável num país como o Brasil”.
Félix também lamentou as suspeitas de que servidores
da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estejam envolvidos em grampos ilegais contra ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos. Segundo o general, isso
gera uma percepção equivocada do trabalho da instituição.
“O que nos preocupa, e é a preocupação funcional, é
que agência mais uma vez está sendo acusada de ser responsável por
escutas telefônicas. Isso compromete a imagem de uma instituição que
queremos modernizar, reequipar, da qual nenhum Estado moderno pode
prescindir”, afirmou o ministro.
Apesar de negar haver “concorrência” entre a Abin e a
Polícia Federal dentro do governo, o ministro afirmou que “como toda relação, há altos e baixos". "Não há crise nem disputa de influência entre as duas instituições. Se
houve, já foi superado”, disse.
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