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3 de Setembro de 2008 - 18h54 - Última modificação em 3 de Setembro de 2008 - 18h54


Brasil, Rússia, Índia e China se reúnem para reforçar papel no cenário internacional

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A reunião dos ministros de Economia dos países que integram o chamado Bric - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China - que será realizada no Brasil, em outubro, reforça as decisões que forem tomadas pelo grupo no cenário internacional.

A avaliação foi feita hoje (3) pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no Fórum Especial do Bric, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Eu acho que os Brics estão se autodescobrindo, vendo que eles são um grupo que pode atuar junto. Isso apenas fortalece a posição do Brasil e dos outros no cenário internacional”, observou. A reunião dos ministros foi proposta em recente encontro de chanceleres na Rússia e coincide com  outra reunião já prevista anteriormente, do grupo G-20, segundo o ministro.

Ele não quis comentar quais seriam as chances de o Brasil vir a liderar o Bric. Segundo ele, o Brasil já se destaca no grupo sob vários aspectos. “Isso não é um concurso de beleza. Atuando juntos, todos estarão melhor”, assegurou.

Celso Amorim disse que existe atualmente uma consciência sobre o que os países que compõem o BRIC podem fazer juntos e de forma coordenada.

Os quatro países representam quase metade da população mundial e suas economias equivalem hoje a 15% do total mundial. “Eles têm um peso muito grande. E, agindo juntos, podem fazer com que esse peso realmente se faça sentir  nas organizações internacionais de qualquer espécie, inclusive nas Nações Unidas,  ainda que possa haver divergências em relação a certos pontos da agenda internacional”, ressaltou.

Segundo ele, a margem de cooperação é muito grande e pode ser  traduzida em alianças múltiplas e variáveis, sem abandonar princípios básicos que norteiam a política externa brasileira. “É muito bom que o Brasil esteja olhando os Brics, porque o mundo está olhando os Brics”.




 


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