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Rio de Janeiro - O governador de São Paulo, José Serra, criticou hoje
(3) a política externa do país. Ele defendeu o estabelecimento de acordos internacionais
bilaterais no lugar de parcerias em que o país se alia a um bloco, como ocorre no
Mercosul. Segundo ele, o Mercosul “não funciona na prática”.
De acordo com Serra, o atual modelo do Mercosul
submete as decisões do Brasil ao interesse do bloco. “Isso precisa
mudar”, disse. Segundo ele, com a união alfandegária em vigor, o Brasil
perde “flexibilidade” nas negociações, o que pode prejudicar também os
demais países membros.
“A importação de um medicamento da Índia e exportação
de avião e de ônibus para lá poderia ser feita em um acordo bilateral. Mas, no modelo atual, tem que incluir Argentina, Uruguai e Paraguai, que,
não necessariamente, se sentirão contemplados”, criticou. “Com a união alfandegária, que não funciona na
prática, o que temos que fazer é, em cada negociação bilateral, carregar
parceiros”, afirmou. O governador também criticou a possível entrada da Venezuela no Mercosul, ainda não aprovada pelo Congresso brasileiro: “Pelo amor de Deus, se entrar a Venezuela teremos mais
parceiros para carregar”.
Para Serra, seria mais vantajoso
manter com os países do Mercosul apenas uma relação de livre comércio,
na qual o Brasil fosse autônomo para negociar com o resto do mundo.
“Hoje, não tem [autonomia]. O governo participou, no Rio, do Fórum Especial que discute o papel do Brasil no Bric, grupo formado ainda por Rússia,
Índia e China).
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