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3 de Setembro de 2008 - 16h28 - Última modificação em 3 de Setembro de 2008 - 19h34


Oposição quer criar CPI para investigar grampo no Legislativo e no Judiciário

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O PSDB, o DEM e o PPS vão começar, de imediato, a coleta de assinaturas para a instalação de comissões parlamentares de inquérito na Câmara e no Senado, com o objetivo de investigar as interceptações clandestinas de telefones de autoridades do Legislativo e do Judiciário.

Mais do que apurar a autoria das escutas clandestinas, a questão é manter o assunto "na ordem do dia para que um fato de tamanha gravidade não caia no esquecimento", afirmou o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

A decisão de dar entrada nos requerimentos para a criação de CPIs na Câmara e no Senado, foi tomada hoje (3) durante uma reunião entre os dirigentes dos três partidos, na sede do PSDB.

"Queremos um palco para debater o assunto e mantê-lo na ordem do dia. Se ficarmos passivos, pode-se abrir caminho para fatos mais graves, se é que existe fato mais grave que este", disse o vice-líder do PSDB.

Segundo Álvaro Dias, a autoria de grampos telefônicos é um assunto "muito complexo", uma vez que os responsáveis só são identificados quando pegos em flagrante.

Os tucanos também pretendem se reunir com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para debater a gravidade do grampo clandestino contra os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e do Congresso Nacional, senador Garibaldi Alves Filho.

A bancada do PSDB no Senado vai cobrar do presidente da Casa uma reação mais efetiva sobre a questão. "Vamos pedir para que ele convoque uma sessão do Congresso Nacional para dar satisfação sobre as providências tomadas. A reação do Congresso foi muito tímida neste episódio", reclamou Álvaro Dias.

O líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES), criticou a iniciativa. Ele considerou que instalar uma CPI, neste momento, só enfraquecerá ainda mais a credibilidade da instituição.

"O que a oposição quer é estabelecer uma luta política. Essa é uma estratégia já utilizada de forma repetitiva, que leva o Congresso ao descrédito", afirmou.

Casagrande defendeu que os parlamentares aguardem o resultado das investigações conduzidas pela Polícia Federal.



 


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