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Brasília - O PSDB, o DEM e o PPS
vão começar, de imediato, a coleta de assinaturas para
a instalação de comissões parlamentares de
inquérito na Câmara e no Senado, com o objetivo de
investigar as interceptações clandestinas de telefones
de autoridades do Legislativo e do Judiciário.
Mais do que apurar a
autoria das escutas clandestinas, a questão é manter o
assunto "na ordem do dia para que um fato de tamanha gravidade
não caia no esquecimento", afirmou o vice-líder do
PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).
A decisão de dar
entrada nos requerimentos para a criação de CPIs na
Câmara e no Senado, foi tomada hoje (3) durante uma reunião
entre os dirigentes dos três partidos, na sede do PSDB.
"Queremos um palco
para debater o assunto e mantê-lo na ordem do dia. Se ficarmos
passivos, pode-se abrir caminho para fatos mais graves, se é
que existe fato mais grave que este", disse o vice-líder
do PSDB.
Segundo Álvaro
Dias, a autoria de grampos telefônicos é um assunto
"muito complexo", uma vez que os responsáveis só
são identificados quando pegos em flagrante.
Os tucanos também
pretendem se reunir com representantes da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e da Associação Brasileira de Imprensa
(ABI) para debater a gravidade do grampo clandestino contra os
presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar
Mendes, e do Congresso Nacional, senador Garibaldi Alves Filho.
A bancada do PSDB no
Senado vai cobrar do presidente da Casa uma reação mais
efetiva sobre a questão. "Vamos pedir para que ele
convoque uma sessão do Congresso Nacional para dar satisfação
sobre as providências tomadas. A reação do
Congresso foi muito tímida neste episódio",
reclamou Álvaro Dias.
O líder do PSB,
senador Renato Casagrande (ES), criticou a iniciativa. Ele considerou
que instalar uma CPI, neste momento, só enfraquecerá
ainda mais a credibilidade da instituição.
"O que a oposição
quer é estabelecer uma luta política. Essa é uma
estratégia já utilizada de forma repetitiva, que leva o
Congresso ao descrédito", afirmou.
Casagrande defendeu que
os parlamentares aguardem o resultado das investigações
conduzidas pela Polícia Federal.
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