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3 de Setembro de 2008 - 20h01 - Última modificação em 3 de Setembro de 2008 - 20h01


Para Amorim, só sistema multilateral de comércio atende necessidades de longo prazo

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje (3) que a Rodada Doha ainda pode ser concluída, já que, para ele, não haveria substituto para o sistema multilateral para os itens negociados na rodada.

“Nós não obteremos correção para os problemas que mais nos afetam, como os subsídios agrícolas, através de negociações bilaterais. Podemos fazer as negociações bilaterais. Elas são importantes, mas não atendem aos nossos principais interesses de longo prazo”, disse em palestra no Fórum Especial sobre o papel do Brasil no grupo chamado Bric - que inclui ainda Rússia, China e Índia .

O ministro reiterou que “Doha não acabou”. A questão, segundo ele, é saber  “quando ela será concluída”. O ministro considerou muito improvável que todos os países resolvam "jogar fora" tudo que foi acordado até agora. Ele classificou a rodada como  importante para todos os países e até para a própria sobrevivência da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Mal com a OMC, pior sem ela, porque essas são as regras em que o comércio internacional se baseia. Eu não creio que se vá jogar fora”, disse.

Segundo Amorim, graças à OMC, há hoje disciplina e previsibilidade no comércio entre os países, o que não existia anteriormente.  Ele acredita que seria melhor concluir a Rodada Doha agora, embora admita que as negociações se estendam por mais dois ou três anos, no mínimo, por causa dos processos eleitorais que ocorreram nos Estados Unidos, na Índia e no Brasil.

Ele acredita que é possível chegar a um acordo porque os elementos centrais de barganha que estavam em jogo em Genebra, na Suíça - quando foi realizada a reunião mais recente da OMC para discutir a rodada - foram “plenamente aceitos”. Entre eles, Amorim destacou a eliminação de subsídios à exportação, redução substancial dos subsídios internos e o acesso a mercados europeus.





 


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