



|
Pequim (China) - As Paraolimpíadas
de Pequim começam em dois dias - sábado, dia 6 - e os atletas brasileiros estão
confiantes de que será a melhor participação
brasileira na história dos jogos. Acomodados na Vila
Paraolímpica desde o último sábado (30), eles dizem
que encontraram a melhor estrutura física e de serviços
já oferecida em competições.
André Luiz
Garcia, do atletismo para pessoas com baixa visão, está
em sua terceira Paraolimpíada e conta que o desempenho dos
brasileiros tem evoluído muito. “Muitos atletas melhoraram
suas colocações nos rankings mundiais e isso aumentou
muito a expectativa de o Brasil fazer uma ótima participação,
principalmente no atletismo”.
Segundo ele, os
investimentos no esporte paraolímpico cresceram também.
A participação dos atletas em mais competições
internacionais e o período de aclimatação em
Macau, antes de chegar a Pequim, podem ser grandes diferenciais em
relação aos últimos jogos.
Em relação
à percepção que os atletas brasileiros esperam
que os espectadores tenham dos jogos, Garcia chama a atenção
para a determinação e a alegria. “Deve-se observar a
determinação dos atletas, o empenho que estão
impondo em suas competições. Porque, além de
superar adversários, eles precisam superar limitações
físicas. E também a alegria, porque esporte
paraolímpico, além de tudo, demonstra bastante alegria
do atleta em participar de uma competição deste
tamanho”, disse.
Atleta estreante em
Paraolimpíadas, André Luis Oliveira, da corrida e do
salto em distância, diz estar preparado para fazer o melhor e
falou do incentivo que recebeu para vir a Pequim. “É tudo
novo, estou super contente, muito ansioso, mas pronto para enfrentar
as feras. O Zequinha Barbosa, antes de eu vir do Brasil pra cá,
disse: André, você está numa festa de leão
onde tigre não entra. Então, você é um
leão também. Pra cima deles!”, contou.
Na vila, a delegação
brasileira tem como vizinhos os dinamarqueses, ao lado, e a
Grã-Bretanha, à frente. Carlos Garletti, atleta do tiro
esportivo, disse que por ali não há muito interação
entre as delegações. “A bagunça acontece é
no refeitório”. Mas entre os próprios brasileiros não falta interação. O movimento de entrada e saída de pessoas no prédio é dos maiores.
|
|