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Brasília - O presidente da
Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando
Mattos, contestou hoje (3) as declarações do presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, no discurso
proferido na solenidade de posse do novo presidente do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha.
Britto
acusou setores da magistratura, do Ministério Público e
das polícias de violarem garantias constitucionais a pretexto
de combater a criminalidade de forma mais eficiente.
“Isso não
reflete em nada o comportamento dos juízes. É uma
declaração que não devemos tomar com seriedade e
que não corresponde aos fatos que estão acontecendo."
"Os
juízes federais são extremamente preocupados com o
cumprimento da Constituição e das leis. Vejo este
tipo de afirmação, no sentido de generalizar condutas,
com muita preocupação”, afirmou Mattos.
Segundo o dirigente da
Ajufe, o que provoca descontrole institucional são os “grampos
ilegais, monitoramentos feitos à margem do sistema”, e não
aqueles autorizados pelos juízes de forma legítima no
curso de investigações oficiais.
Mattos classificou como “preocupante” a denúncia de que a Agência
Brasileira de Inteligência (Abin) teria grampeado o presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mas ressaltou o risco de
reações exageradas ao fato.
“Nós não
podemos estabelecer um certo tipo de histeria coletiva para que haja
algum tipo de regulamentação das escutas autorizadas
judicialmente. Este monitoramento deve continuar acontecendo, é
algo importante. O CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e
nenhum órgão têm atribuição para
exercer o controle administrativo do conteúdo da decisão judicial que autoriza a interceptação”, defendeu Matos.
Matéria modificada para complementar informação no último parágrafo
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