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Rio de Janeiro - O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, ministro Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje (3) que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não está envolvida no caso do grampo telefônico envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
“Tenho certeza que a Abin, como instituição, não está envolvida. Pode ser que tenha sido gente da Abin e pode ser que tenha sido gente de fora que esteja tentando jogar nas costas da Abin isso. Tem que se perguntar é: a quem beneficia essa infração? Beneficia o governo? Não. Beneficia o Poder Judiciário? Não. Beneficia o Senado? Não. Cada um tire as suas conclusões”, disse Garcia.
O ministro comentou também a situação política do Paraguai, onde o presidente recém-eleito, Fernando Lugo, denunciou uma possível tentativa de golpe. “Foi positivo que as coisas tenham vindo a público, mas eu não vejo com preocupação isso, porque acho que o período dos golpes de Estado já passou. Não há mais espaço para isso”, declarou.
Segundo ele, não há mais condições internacionais para uma solução extraconstitucional e há, no Mercosul, a Cláusula Democrática, que proíbe ditaduras no bloco. “O povo paraguaio tem todas as condições de resolver os seus problemas internos. Não precisa o dedo do Brasil nem de nenhum outro país”, concluiu.
Garcia participou do 20º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.
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