



|
Brasília - A
política ambiental do governo foi criticada pela Secretaria
Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT. Medidas
tomadas pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, filiado ao
partido, e que hoje (4) completa 100 dias no cargo também foram contestadas.
Em nota,
o PT condena ações recentes de Minc, como a concessão
da licença ambiental prévia para a Usina Nuclear Angra 3 e a abertura de possibilidade de recuperação de
áreas de floresta degradadas com espécies exóticas e não com plantas nativas.
O texto
também critica a Lei 11.763, assinada em agosto pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentou de 500 para
1.500 hectares o limite para regularização fundiária
na Amazônia sem licitação.
“Há
uma série de questões em pauta que achamos que não
devem ser passíveis de revisão ou de negociação,
como a redução da reserva legal na Amazônia de 80%
para 50%. Mas isso não é nenhum enfrentamento ao
ministro Minc”, minimizou o secretário nacional de Meio
Ambiente e Desenvolvimento do partido, Júlio Barbosa.
Entre as
reivindicações do texto, que, segundo Barbosa, “além
do PT representa demandas de movimentos sociais e ambientalistas”,
está a transferência da coordenação do
Plano Amazônia Sustentável (PAS) – atualmente sob o
comando do ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto
Mangabeira Unger – para a Casa Civil ou a Secretaria Geral da
Presidência da República.
“O PAS
tem que estar na Casa Civil, porque é lá onde se tomam
as decisões finais. A Casa Civil tem muito mais força
política que o ministério do Mangabeira ou o próprio
Ministério do Meio Ambiente”, afirmou.
O texto
sugere ainda a construção de um “Plano de Aceleração
da Sustentabilidade, um PAC da Sustentabilidade” para se contrapor
aos “danos ao meio ambiente que uma economia em crescimento traz”.
|
|