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4 de Setembro de 2008 - 19h17 - Última modificação em 4 de Setembro de 2008 - 19h17


Cadeia produtiva do leite pede medidas de apoio ao governo

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Produtores de leite se reuniram hoje (4), em São Paulo, para discutir melhorias para o setor de lacticínios. Segundo Jorge Rubez, presidente da associação Leite Brasil, a situação dos produtores é crítica, e o governo precisa criar um novo mecanismo para estimular as exportações. "A primeira coisa é ter um programa de Empréstimo do Governo Federal (EGF) para fazer o capital girar", explica.

Rubez afirma que os produtores esperam vender cerca de US$ 500 milhões para o mercado internacional este ano, mas que o montante é pouco se comparado com a produção nacional. "Esse número representa apenas 3% do que produzimos", diz. A Leite Brasil redigirá um documento pedindo a desburocratização e a liberação do EGF o quanto antes. "Estamos parados com a burocracia. Precisamos fazer algo rápido, pois essa queda das vendas destimula o fazendeiro a produzir leite", ressalta. O texto a ser elaborado será enviado para a Casa Civil e o Minstério do Desenvolvimento. "Iremos até onde for necessário."

Para o presidente da associação, duas alternativas são possíveis para 2009, caso nenhuma medida seja tomada: um aumento substancial no preço do produto ou a falta de leite nas prateleiras, já que os produtores migrariam para outra atividade mais rentável.

Ainda de acordo com Rubez, o EGF é "emergencial, para um primeiro momento", mas o governo federal precisaria ainda adotar novas medidas para aumentar o consumo de leite, como campanhas publicitárias e compra em larga escala do produto para creches e escolas. .



 


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