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Manaus - O juiz Marco Antônio Castelo Branco, da 3ª Vara da Fazenda Pública no Pará, convocou uma audiência de conciliação com representantes dos médicos
da Santa Casa de Belém, em greve desde o dia 25. A audiência é resultado de ação impetrada no Tribunal de Justiça pela promotora dos Direitos Constitucionais do Ministério Público Estadual, Socorro de Maria.
Socorro de Maria, alegando abusividade da greve e pedindo o retorno imediato dos grevistas ao trabalho.
Os médicos reivindicam equiparação salarial com o piso nacional –
que é R$ 7.503,18; adicional de insalubridade e risco de vida;
pagamento da preceptoria (gratificação concedida aos
profissionais que atuam na orientação de residentes); e
melhorias das condições de trabalho. Em média,
os médicos da Santa Casa de Belém têm salário
de R$ 1.600 (líquido) e R$ 300 por plantão de 12 horas. O valor pago pelo mesmo tipo de plantão em
Manaus pode chegar a R$ 800.
Nota divulgada ontem (3) pela assessoria de comunicação da
Santa Casa informa que a greve afeta principalmente os atendimentos
ginecológicos e obstétricos, além dos serviços
ambulatoriais oferecidos à população. Segundo a nota, menos da metade das pacientes que normalmente são
atendidas na maternidade está sendo internada. Apenas as
urgências obstétricas vêm sendo atendidas pelos
médicos.
O serviço de neonatologia, outra referência
do hospital, está com o atendimento normal. Nos ambulatórios,
especialidades como clínica médica, gastroenterologia, reumatologia, hepatologia e pediatria tiveram o atendimento mais
afetado no início da paralisação, mas já
estão quase normalizados. O atendimento
ambulatorial em cardiologia funciona normalmente.
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