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4 de Setembro de 2008 - 19h37 - Última modificação em 4 de Setembro de 2008 - 19h37


Grito dos Excluídos quer alertar contra as injustiças sociais

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A 14ª edição do Grito dos Excluídos, manifestação que reunirá entidades populares em todo o país durante as comemorações do Dia da Independência, no próximo 7 de setembro, pretende alertar a sociedade sobre "todas as injustiças sociais do Brasil". "E não são poucas", afirma Antonia Carranca, coordenadora da Romaria dos Trabalhadores, um dos movimentos sociais que compõem o Grito.

Este ano, o tema do Grito é abrangente: os manifestantes de todo o Brasil pretendem discutir questões como a criminalização dos movimentos populares, o meio ambiente e a vida dos trabalhadores, que, segundo o movimento, estão cada vez mais submetidos a condições degradantes.

"Hoje em dia é imprescindível falar em ecologia, a preocupação com o meio ambiente é um debate. E o emprego está cada vez mais banalizado, com jornadas de trabalho excessivas e a tercerização", acredita Antonia Carranca.

"O Grito foi criado para libertar os excluídos de sua situação de exclusão", diz dom Pedro Luiz Stringhini, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Para ele, não é possível fazer parte de uma sociedade quando não se tem os elementos garantidos pela Constituição para se ter dignidade. "Se a pessoa não está vivendo dignamente, com alimentação adequada, emprego, moradia, ela está excluída da sociedade. E todos nós merecemos ter dignidade e ser feliz dentro dela", diz.

Apesar de ser organizado por entidades católicas, dom Pedro garante que o Grito não exclui outras religiões. "Tudo o que é referente ao movimento popular vai além da Igreja Católica e abrange a todos, inclusive aqueles que não tem religião nenhuma", pontua.

 


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