



|
São Paulo - A discussão sobre a proibição do corte de cabelo
involuntário de internos da Fundação Casa, em Ribeirão Preto, demonstra que o
tratamento dos jovens infratores melhorou. Essa é a opinião de Ariel de Castro
Alves, secretário-executivo do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da
Pessoa Humana (Condepe) e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e
do Adolescente (Conanda). “Em outras épocas, discutia-se o ‘batismo’ de adolescentes internados”,
disse ele, lembrando de casos em que jovens eram agredidos logo que chegavam à
antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem). Segundo Alves, depois de 2003,
dificilmente ocorreram casos de tortura e maus tratos em unidades da Fundação
Casa. O defensor público Carlos Eduardo Montes Netto, responsável
pela ação que culminou com a proibição do corte de cabelo forçado de internos
da entidade, concorda com o membro do Conanda. Para ele, o estado de São Paulo
atravessa um “momento virtuoso” no que diz respeito ao atendimento a menores
infratores. "Em Ribeiro Preto, não há mais registro de problemas
graves”, afirmou. “Porém, sempre se pode melhorar.”
|
|