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São Paulo - O defensor público Carlos Eduardo Montes Netto, que pediu a proibição do corte de cabelo forçado de internos
da Fundação Casa em Ribeirão Preto, já protocolou ações semelhantes em comarcas
de outros três municípios do estado de São Paulo, onde também existem unidades da
entidade: Franca, Taguaratinga e Sertãozinho. Até agora, nenhuma decisão foi
tomada pela Justiça. Segundo ele, a liminar concedida pelo juiz Paulo César
Gentili, titular da Vara da Infância e Juventude em Ribeirão Preto, foi bem
recebida pelos jovens internos e seus familiares. Satisfeito com o resultado da ação,
ele se diz confiante quanto ao julgamento dos outros processos e sua relevância. “Mesmo que as
unidades não raspem o cabelo dos internos, a decisão judicial serviria para
garantir que isso não mude.” Montes Netto afirmou ainda que um grupo de defensores
públicos também estuda entrar com ações solicitando que as mesmas providências
sejam estendidas a todo estado. Em entrevista à Agência Brasil, Ariel de Castro Alves,
secretário-executivo do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana
(Condepe) e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Conanda), disse que a liminar de Ribeirão Preto pode abrir um
precedente judicial. De acordo com ele, o Estatuto da Criança e do
Adolescente já determina a preservação da “individualidade” dos internos. A
decisão de não raspar o cabelo dos jovens só veio para reforçar esse direito.
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