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Brasília - O cliente bancário poderia economizar mais de R$ 1 mil por ano se escolhesse
tarifas bancárias adequadas a seu perfil. A estimativa é da
coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do
Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci.
“A expectativa é que o consumidor possa, a partir de agora, ter mais
informações sobre as tarifas que paga pelo banco, verificar se usa realmente as
tarifas”, afirma.
Maria Inês Dolci também orienta o consumidor a acompanhar a
evolução e negociar com os bancos a redução dos valores ou
procurar a instituição que melhor atenda as suas necessidades. Esse
tipo de comportamento estimularia a concorrência no setor. Mas como
fazer isso sem conhecer a tabela de tarifas?
O consumidor
pode acessar na página do Banco Central informações sobre todas as
novas regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Com a
lista de tarifas que podem ser cobradas pelos bancos em mãos fica mais
fácil pesquisar e saber quais são os direitos dos clientes bancários. Para saber o valor das
tarifas cobradas, os correntistas podem consultar também o site da
Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ou as próprias instituições bancárias diretamente.
O Banco Central e institutos de defesa do consumidor concordam que a desinformação e a falta de hábito de grande parte dos correntistas de
conferir os dados lançados no extrato são os dois principais
fatores que impedem o cidadão de pesquisar as instituições bancárias
que oferecem as menores tarifas.
Para a supervisora de pesquisas do Procon-SP, Cristina Rafael Marinussi, o
consumidor só deve pagar por uma tarifa quando for necessário e
tentar usar apenas o que é gratuito.
“Existe um rol maior de produtos e serviços bancários que são gratuitos,
que são os chamados serviços essenciais. O que acaba favorecendo o
consumidor que tiver um bom controle do orçamento”,
afirmou.
Ela acrescentou que, atualmente, em muitas situações, é mais barato
pagar individualmente cada tarifa do que aderir a um pacote. “Antes, o
consumidor pagava um pacote com vários serviços que ele não utilizava”,
lembra. Um pacote com o perfil básico, por exemplo, dá direito a um talão de
cheque especial gratuito com 10 folhas por mês. Permite também,
mensalmente, duas transferências de valores,
quatro saques e dois extratos gratuitos em terminal de auto-atendimento.
"Com esse perfil, ele consegue economizar. Infelizmente, a gente tem
que sempre bater na mesma tecla porque o consumidor não para um
pouquinho para pensar nisso e muitas vezes nem controla as tarifas que
são debitadas." Em caso de irregularidades, a orientação do Banco Central é que, em
primeiro lugar, o correntista procure a ouvidoria da instituição
financeira.
"Reclame no banco porque nós estamos olhando a ouvidoria.
Isso faz com que os bancos andem nos trilhos”, disse o chefe-adjunto do Departamento de Normas do Sistema
Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos. Caso o
problema não seja resolvido, o cliente bancário pode procurar um
instituto de defesa do consumidor e registrar a reclamação no Banco
Central.
O título foi alterado para correção de informação
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