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Recife e Brasília - Profissionais
ligados ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe)
realizam neste momento manifestação contra uma lei
estadual que transfere a gestão dos hospitais do estado para
fundações. O ato ocorre na Universidade Federal de Pernambuco, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está lançando o Prêmio Josué de Castro de Boas Práticas de Gestão e Projetos de Segurança Alimentar e Nutricional.
“Se
os médicos entram em grave, o governo tem que se posicionar e
dar uma satisfação à sociedade. E as fundações?
Como vamos cobrar de uma instituição privada?”,
questionou a funcionária pública Hozana da Silva.
A
sindicalista também fez críticas ao governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Em cinco anos de
governo Lula, nada mudou neste país. A gente continua comendo
mal, sem saúde, sem educação e andando em ônibus
lotado. A única coisa que mudou é que agora a gente
compra um aparelho em 15 prestações, paga o dobro e
leva para casa”, disse.
As afirmações são uma resposta às declarações
de Lula, que ontem (4) defendeu o governador Eduardo
Campo e criticou a greve dos médicos da rede estadual de
Pernambuco.
Nessa quinta-feira,
durante o lançamento programa Saúde na Escola,
o presidente disse que sempre foi contra a greve de servidores
que prestam serviços essenciais. “Sempre tive muita dúvida
sobre greve de médico, sobre greve de metrô, pois quem
paga é exatamente a parte mais pobre da população”,
disse Lula.
“Pode
reivindicar, brigar, mas não deixe de atender aquela parte
mais pobre da população, é a parte mais fraca,
não é organizada”, acrescentou.
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