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Brasília - O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da
República informou hoje (5), em nota à imprensa, que o ministro-chefe
do GSI, general Jorge Armando Félix, vai comparacer à reunião da
Comissão Mista de Controle das Atvidades de Inteligência do Congresso
Nacional.
O general Félix vai à comissão prestar esclarecimentos sobre
o possível grampo, atribuído a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada ao GSI, no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, durante conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
A nota informa, ainda, que uma sindicância interna da
Abin está investigando se o grampo realmente foi feito por um servidor
da agência. Além disso, a Polícia Federal também está realizando uma
investigação para apurar o caso.
Em relação ao laudo que atesta se os aparelhos
adquiridados pela Abin podem fazer
grapo telefônico, o GSI adiou mais uma vez a divulgação do documento. O
Gabinete havia informado que divulgaria o relatório ontem, mas adiou
para hoje. Agora, o Gabinete informou que não há previsão de quando
esse laudo será divulgado.
Hoje, o jornal Estado de São Paulo publicou reportagem
informando que o laudo está pronto e afirma que o equipamento da
agência pode fazer grampos telefõnicos, desde que sejam acoplados a outros
equipamentos.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já havia dito
anteriormente que o aparelho pode fazer grampos telefônicos, o que
confirmaria a informação divulgada pelo jornal paulista. Esse
equipamento foi adquirido pela Abin por intermédio do Exército.
De acordo com a matéria do jornal, a Abin
adquriu dez equipamentos para fazer varredura de possíveis grampos e
enviou dois desses equipamentos ao Exército para perícia, mas o GSI não
confirma a informação.
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