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5 de Setembro de 2008 - 17h42 - Última modificação em 5 de Setembro de 2008 - 17h42


BNDES quer reforçar atuação no Norte e Nordeste

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  (BNDES) quer se engajar de maneira firme na promoção do desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste. O recado foi dado hoje (5) pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, no encerramento do Fórum Especial, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

Coutinho salientou que as regiões Norte e Nordeste reúnem vários projetos de investimentos em infra-estrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, principalmente nas áreas de transporte e energia, além de indústrias de base.

No caso específico do Pará, ele recordou  anúncio  recente feito pela  mineradora Vale  relativo à construção de uma siderúrgica na região para produtos de maior valor agregado, como laminados, bobinas e perfis de aço.Coutinho acredita que o projeto vai permitir o desenvolvimento de um pólo metal-mecânico naquele estado. Avaliou que “será uma mudança radical no Pará”. E acrescentou que, com isso,  o Pará passará a ser não só um exportador de minério de ferro, mas também “um estado industrial”.

O presidente do BNDES disse que, embora haja grandes empreendimentos em andamento no país, como o programa de construção de refinarias da Petrobrás, que beneficiará os estados do Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro ainda existem vazios que precisam ser preenchidos. Por isso, enfatizou a necessidade de que sejam promovidas redes de atividades locais, aproveitando  a experiência dos chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs), de modo a possibilitar o desenvolvimento da economia regional, favorecendo a geração de emprego e renda nas regiões mais distantes.  As APLs são  agrupamentos de empresas com a mesma vocação econômica localizadas em uma  única região.



 


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