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Brasília - A idéia de que os programas de
assistência social e de distribuição de renda provocam "acomodação e
desinteresse de pessoas excluídas em procurar trabalho" foi criticada,
na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela presidente do Conselho
Nacional de Assistência Social, Valdete de Barros Martins.
Ela
argumenta que há confusão no entendimento do papel constitucional que o Estado tem que cumprir com o assistencialismo. A obrigação do Estado é manter uma postura ética nessa missão, com o fim
de alargar a ação em favor de todos os cidadãos que estão em situação
de risco social, disse Valdete.
"A política de assistência social promove
segurança, porque dá cobertura de atendimento, segurança de renda e
estimula a harmonização da convivência familiar e social, com reflexo
na redução dos conflitos humanos", afirmou Valdete, que participou hoje (5) do seminário Brasil contra a Violência”, promovido OAB. Segundo ela, o desenvolvimento humano e social é um
direito importante para assegurar cidadania e sua promoção pode
reduzir a marginalidade.
De acordo com a palestrante, a política de
assistência social avançou bastante no país a partir da instituição, em
2003, da Lei Orgânica da Assistência Social, que procura assegurar às
classes menos favorecidas o direito de trabalhar e de se integrar ao
meio social.
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