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Brasília - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou hoje (5), durante
comemoração aos 100 anos de nascimento de Josué de Castro, em Recife
(PE), que o sociológo, foi uma das primeiras pessoas a
falar sobre "políticas de renda mínima" para as pessoas de baixa renda.
"Estamos
aqui recuperando, para pessoas que nem conheciam Josué de Castro, a
importância que ele teve. Antes de qualquer um de nós falar em
fome, ele já dizia que era preciso criar uma política de renda mínima
para garantirmos que todos tivessem o direito de comer e de
sobreviver", disse.
Lula
também fez um pequeno retrospecto dos seus primeiros anos de governo e
lembrou que em 2003, no primeiro ano do governo, ele teve de fazer um
ajuste fiscal para equilibrar as contas do país.
"[O ajuste fiscal]
foi feito no meu governo porque eu tinha muito capital político e era
preciso no momento de fazer o ajuste ter coragem de trocar o capital
político do primeiro ano pelo ajuste. Em compensação foi esse
sacrifício imenso que fizemos em 2003 que permitiu que tivéssemos um
crescimento econômico em 2004 de 5,8% do PIB [Produto Interno Bruto], o maior em muitas décadas."
Lula
também voltou a criticar a oposição que, em 2005, tentou derrubar sua
candidatura à reeleição. "Em 2005, eles foram para cima do governo para
não permitir que nós conseguíssemos ter um segundo mandato de qualidade
na administração. Quem está aqui, sabe o que passamos em 2005 e eles
chegaram à conclusão, meus caros, que nós tinhamos acabado", disse.
À época foi divulgado na imprensa o escândalo que ficou conhecido como mensalão, que consistia no pagamento de dinheiro a parlamentares para que eles votassem a
favor de projetos considerados importantes para o governo. O escândalo provocou uma crise no governo.
"Foi muito importante que tivesse aquele segundo turno para
a gente poder fazer um debate mais ideológico, de idéias, para as
coisas ficarem mais acertadas", afirmou Lula referindo-se às eleições presidenciais de 2006.
O
presidente disse ainda que o governo trabalhou com dificuldades nos primeiros quatro anos, mas que, agora, "as coisas estão fluindo com
muito mais facilidade, todo mundo aprendeu, as coisas acontecem com
mais facilidade, aparece mais dinheiro."
Ele também disse que espera entregar ao seu sucessor, em 2010, um país com uma "fotografia"
melhor do que a de hoje.
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