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5 de Setembro de 2008 - 17h37 - Última modificação em 5 de Setembro de 2008 - 17h57


Para Amorim, tensão por suposto golpe no Paraguai já está superada

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - Chanceler do Brasil, Celso Amorin, durante entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty após reunião de trabalho com o paraguaio Alejandro Hamed Franco. Eles anunciaram que o presidente paraguaio, Fernando Lugo, deve visitar o Brasil no dia 17 e discutir o assunto Itaipu Brasília - Chanceler do Brasil, Celso Amorin, durante entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty após reunião de trabalho com o paraguaio Alejandro Hamed Franco. Eles anunciaram que o presidente paraguaio, Fernando Lugo, deve visitar o Brasil no dia 17 e discutir o assunto Itaipu
Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje (5) que, na sua avaliação, a tensão criada no Paraguai por conta das denúncias feitas pelo presidente Fernando Lugo, de que haveria um complô na oposição para desestabilizar o seu governo, já está se dissipando. A afirmação foi feita logo depois de uma reunião dele com o chanceler paraguaio, Alejandro Hamed Franco.

Para Amorim, a avaliação é que o episódio, “se é que se pode chamar de episódio”, está superado, que as coisas estão se consolidando, que “são, para usar palavras dele [do chanceler paraguaio], percalços esperáveis, mas que não inspiram maior cuidado”.

Amorim também disse que o governo brasileiro, sozinho e junto com os outros governos de países do Mercosul, já manifestou sua solidariedade e que, por enquanto, não há mais o que ser feito. “Eu acho que no momento está bem”, disse Amorim.

Durante a reunião com Franco, também foi discutida a situação dos brasileiros que vivem e trabalham na agricultura no Paraguai. O ministro brasileiro informou que o governo está satisfeito com a recente aprovação do acordo de residência do Mercosul, que trata da situação de cidadãos dos países membros que vivem em um outro país que integra o bloco.

No entanto, Amorim disse que, na reunião, “expressamos uma preocupação com a situação dos brasileiros, mais especificamente na região de San Pedro, onde tem havido algumas situações menos confortáveis”. Ainda assim, ele se mostrou otimista e afirmou ter certeza de que os chamados brasiguaios serão tratados de maneira adequada, em acordo com as leis paraguaias. “Até porque eles têm contribuído de maneira importante para o crescimento e desenvolvimento do Paraguai”, concluiu.


 


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