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Rio de Janeiro - O problema da saúde
é o mais urgente da cidade a ser resolvido, segundo o
candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Eduardo Paes, que faz
parte da coligação Unidos pelo Rio (PMDB-PP-PSL -PTB).
Para ele, a questão da saúde é a que mais traz
angústia à população carioca, que tem uma
rede municipal que atende muito mal às pessoas.
Eduardo Paes pretende construir, em sua gestão,
mais 40 Unidades de Pronto Atendimento, (UPAs) 24 horas, que
começaram a ser implantadas pelo atual governo de estado e que
hoje já são 10. Segundo Paes, as UPAs atendem a
população, a qualquer hora, com dignidade e respeito.
Ele quer também ampliar a cobertura do
Programa Saúde da Família, para dar prioridade à
política de saúde preventiva. Segundo o candidato do
PMDB, os postos de saúde devem funcionar em três turnos,
começando mais cedo e fechando mais tarde, para que a
população marque suas consultas e seja atendida com
dignidade.
Eduardo Paes disse que não é mais
possível haver isolamento da prefeitura em relação
aos governos estadual e federal. Por meio de parcerias com as outras
instâncias públicas, Paes espera que se tenha uma só
central de regulação de leitos e de marcação
de consultas para que a rede pública de saúde funcione
de forma integrada.
Na área de educação, o
candidato afirmou que o Rio vive uma situação
“esdrúxula” devido à adoção do
sistema de ciclos na rede municipal que, da forma como foi
implantado, acaba gerando uma aprovação automática
para os alunos da rede municipal.
"Hoje, uma criança na escola
municipal, passa [de série] se aprender e se não
aprender também. Depois, quando essa criança precisar
fazer uma prova de vestibular, concurso público, um teste para
emprego, lá na frente, não vai ter aprovação
automática. Por isso, nós vamos acabar com isso. Vamos
fazer reforço escolar e valorizar o magistério.
Nós queremos uma escola que ensine e um aluno que aprenda",
disse Paes.
Na área dos transportes, Eduardo Paes
afirmou que a integração, principalmente com o
governo de estado, é fundamental. Ele quer instituir o bilhete
único, que valerá por três horas para os
passageiros poderem usar em ônibus, trens, metrôs e
barcas. Ele propõe ainda a construção de
corredores de ônibus expressos.
Para que o eleitor o diferencie dos demais
candidatos, Paes ressaltou que tem 16 anos de vida pública
dedicados à cidade e que se preparou para ser prefeito do Rio,
já que desempenhou três funções executivas
na capital. Ele lembrou que começou sua vida política
como subprefeito em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca.
Paes disse ainda que sabe lidar com o Poder
Legislativo do município, porque já foi vereador. Além
disso, foi deputado federal por duas vezes, com atuação
forte em Brasília, mas sempre, segundo ele, voltado para os
interesses do Rio de Janeiro.
"Ocupei funções no Legislativo
e no Executivo, que me permitiram conhecer profundamente cada
canto e cada esquina dessa cidade. Tenho experiência para
administrar, por isso é que a gente sabe que a possibilidade
de ganhar a eleição significa a inversão dessa
cidade, que ainda é maravilhosa, que tem caminhos a percorrer
e que infelizmente vive um momento muito ruim", afirmou.
Dando continuidade à série de
entrevistas com os candidatos à Prefeitura do Rio, a Agência
Brasil publicará amanhã (7) a de Eduardo Serra
(PCB); segunda-feira (8), Fernando Gabeira (PV); terça-feira
(9), Filipe Pereira (PSC); quarta-feira (10), Jandira Feghali
(PCdoB); quinta-feira (11), Marcelo Crivella (PRB); sexta-feira (12),
Paulo Ramos (PDT); sábado (13), Solange Amaral (DEM); e
domingo, encerrando a série, Vinícius Cordeiro (PTdoB).
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