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Brasília - Acusado pelo vereador
Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho, de se eleger com apoio de uma
milícia de Rio das Pedras, na região de Jacarepaguá,
no Rio de Janeiro, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente
da CPI dos grampos, distribuiu nota hoje (9) sobre a denúncia.
Nadinho é
suspeito de ser o chefe de uma milícia que atua no Rio da
Pedras. Ele também é o principal acusado do assassinato
do inspetor Félix Tostes, ocorrido em 22 de fevereiro do ano
passado. Ele fez a acusação contra Itagiba,
ex-secretário de Segurança Pública do RJ, ao
depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das
Milícias, instalada pela Assembléia Legislativa do
Estado do Rio de Janeiro.
Abaixo, a íntegra
da nota distribuída pela assessoria de imprensa do deputado
Itagiba:
1- Na sua gestão como secretário de
Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, foi
instaurado, em 2005, na Delegacia de Repressão ao Crime
Organizado (Draco), um dos primeiros inquéritos destinados a
identificar, desarticular e prender integrantes de milícias, o
que, ainda no governo anterior, resultaria nos casos inaugurais de
indiciamentos e prisões de dezenas de policiais envolvidos
nesse tipo de atividade criminosa.
2- No cargo de
secretário de Segurança Pública, instalou, em
2005, em atendimento à solicitação feita pela
Associação de Moradores de Rio das Pedras, o primeiro
Posto de Policiamento Comunitário da Polícia Militar
naquela comunidade.
3- Em sua campanha para o cargo de
deputado federal, em 2006, adotou os lemas “Comunidade não
tem dono”, “Policial não pode ser bandido” e “Criminoso
foi feito para ser preso”, expressos em seu material de divulgação
e manifestados, anteriormente, quando secretário, em diversas
entrevistas à imprensa.
4- O resultado de sua
eleição demonstrou, conforme os números
consolidados pelo Tribunal Regional Eleitoral, uma distribuição
equilibrada dos votos em toda a capital, na qual se concentraram
49.521 dos 70.057 recebidos em todo o estado. Ele obteve 10.930 na
zona oeste; 15.000 na zona norte, Leopoldina e Linha Central; 10.620
na zona oeste 1; 10.294 na zona oeste 2 e 2.324 na Ilha do Governador
e no centro.
5- As investigações abertas, por
sua determinação, quando secretário, para apurar
o duplo envolvimento de policiais com as milícias e as máfias
dos caça-níqueis resultaram na obtenção
dos indícios que, repassados à Polícia Federal,
para que aquela instituição os aprofundasse com
isenção, haja vista os indicativos que apontavam para a
cúpula da Chefia de Polícia Civil do RJ, culminaram,
após quatro anos de intensa investigação, na
denúncia e no encarceramento de vários policiais civis
e militares do estado.
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