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9 de Setembro de 2008 - 15h17 - Última modificação em 9 de Setembro de 2008 - 15h17


Eleitor deve ajudar a coibir compra de votos, defende promotor

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O promotor de Justiça Antônio Carlos da Ponte, assessor eleitoral da Procuradoria-Geral da Justiça de São Paulo, convocou hoje (9) os eleitores paulistas a denunciarem os crimes eleitorais como a compra de votos por meio de barganha de algum tipo de benefício, por troca de produtos ou oferta de atendimento à saúde.

“Se o eleitor constata em sua região algum candidato que está distribuindo cestas básicas, material de construção ou pagando contas médicas ou odontológicas ou outro comportamento que foge aos princípios legais, deve comunicar o fato a um promotor de Justiça para o ingresso da competente ação”, recomendou Ponte, ao participar da audiência pública sobre corrupção eleitoral, no Ministério Público do estado.

Ele lembrou que quem comete esse tipo de crime está sujeito a penas que vão desde a detenção de um a quatro anos à perda do mandato caso seja eleito.

O procurador-geral da Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, defendeu que não basta apenas a vigilância dos cidadãos sobre os candidatos para evitar a corrupção, mas de uma revisão na legislação.

“O voto é o alicerce da democracia, mas precisamos de diálogo e de rever os mecanismos de controle”, disse ao comentar que alguns países conseguiram adotar métodos que possibilitaram uma redução significativa da corrupção eleitoral.

“Aqui no Brasil precisamos ter esses mecanismos de controle mais eficiente para que o voto seja , na medida do possível, blindado”, disse.



 


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