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10 de Setembro de 2008 - 18h44 - Última modificação em 10 de Setembro de 2008 - 18h44


Presidente do Ipea critica as privatizações do governo FHC e o sistema tributário brasileiro

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - “O Estado se tornou incapaz de mudar uma realidade, tornou-se incapaz de cumprir funções básicas no campo social e em vários outros pontos”. Essa foi a crítica feita hoje (10) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, às privatizações ocorridas na década de 90 no Brasil, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Pochmann propôs um novo padrão civilizatório como forma de combater as injustiças sociais e destaca o papel fundamental para esse padrão. “Ao contrário do que se imagina, a construção de uma nova civilização contemporânea, com expansão econômica, vai pressupor um fundo público maior do que temos hoje. Do contrário, conviveremos crescentemente com sinais de barbárie, com concentração econômica e de poder”, avaliou o economista da Fundação Getulio Vargas e que já ocupou a pasta do Planejamento na cidade de São Paulo, no governo de Marta Suplicy.

O presidente do Ipea ressaltou que prevaleceu nos governos da década de 90 o mito de que o Estado fazia oposição ao mercado. “E era um mito realmente. Como se pode ver uma oposição entre Estado e mercado se as duas instituições operam em convergência?”, questionou Pochmann, durante o seminário Desenvolvimento Econômico: Crescimento com Distribuição de Renda, que comemora 200 anos do Ministério da Fazenda.

Pochmann também criticou o sistema tributário brasileiro que não contempla a progressividade e maneira efetiva. “Os mais pobres, proporcionalmente à renda, acabam mesmo pagando mais impostos que os ricos”, destacou.

 


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