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12 de Setembro de 2008 - 06h15 - Última modificação em 12 de Setembro de 2008 - 06h22


Militares de seis países vão fazer simulação de conflito em Natal

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Problemas fronteiriços e interesses econômicos ligados a uma região rica em recursos naturais como o petróleo motivarão militares brasileiros, argentinos, chilenos, franceses, uruguaios e venezuelanos a fazer uma simulação de conflito e se enfrentar entre os dias 1º e 14 de novembro, período em que a Força Aérea Brasileira (FAB) realizará a 4ª Operação Cruzeiro do Sul (Cruzex-4).

A simulação ocorrerá durante exercícios militares conjuntos em que 1.500 homens instalados na Base Aérea de Natal (RN) irão combater as “tropas inimigas”, sediadas na Base Aérea de Fortaleza (CE). Mais de 100 aviões nacionais e estrangeiros vão participar da operação, sendo que as unidades de transporte ficarão estacionadas na Base Aérea de Recife (PE).

Segundo a assessoria da FAB, além de servir para aprimorar as habilidades de planejamento de operações conjuntas, a 4ª Cruzex permite que as forças aéreas dos países participantes testem seus equipamentos de combate e troquem informações.

A primeira edição da Cruzex aconteceu em Canoas (RS) em 2002 e envolveu cerca de 50 aviões da Argentina, Brasil, Chile e França. Em 2004, a segunda operação simulada foi realizada em Natal (RN). O número de aviões dobrou e, em vez de chilenos, contou com a participação de militares venezuelanos. Peru, Uruguai e África do Sul participaram como observadores.

A última edição foi realizada em Anápolis (GO) e em Campo Grande (MS) em 2006 e ficou marcada por um trágico episódio: um avião da Força Aérea Peruana sofreu um acidente logo após decolar do Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, em Porto Velho (RO), com destino a Anápolis, onde se juntaria aos demais participantes. Os dois pilotos do avião A-37 morreram.

De acordo com a FAB, os enfrentamentos simulados baseiam-se em conflitos de baixa intensidade, com base no modelo de operação empregado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Para garantir a segurança do espaço aéreo e evitar qualquer problema com o tráfego comercial, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) vai disponibilizar toda a estrutura de radares, equipamentos de comunicação e profissionais.

Além disso, um hospital de campanha capaz de realizar atendimentos críticos e cirurgias complexas será montado na Base Aérea de Natal, onde profissionais da área de saúde atenderão eventuais emergências. A FAB também planeja destinar um dia à visitação pública e outro para a visita de autoridades militares e civis.

Além de realizar a operação conjunta entre os seis países, a FAB também participará com a Marinha e o Exército brasileiros da Operação Combinada Atlântico, que será realizada de hoje (12) a 26 de setembro no litoral dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e do Espírito Santo.

Coordenada pelo Ministério da Defesa e pelo comandante de Operações Navais, a atividade tem o objetivo de possibilitar o “treinamento das Forças Armadas para um eventual emprego em defesa da soberania do país”.

 


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