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11 de Setembro de 2008 - 14h41 - Última modificação em 11 de Setembro de 2008 - 15h22


Justiça paulista determina bloqueio de R$ 545,7 milhões do Banco Opportunity

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Por determinação da 6ª Vara Federal Especializada em Crimes contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro, que aceitou pedido do Ministério Público Federal (MPF), foram bloqueados R$ 545,7 milhões do Banco Opportunity, do empresário Daniel Dantas. A 6ª Vara Federal é a responsável pelo inquérito que apura os crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, concessão irregular de empréstimos  e lavagem de dinheiro investigados na Operação Satiagraha.

O pedido de bloqueio foi feito no dia 4 de setembro pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, após ter recebido um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar ocorrências suspeitas de atividades ilícitas relacionadas à lavagem de dinheiro.

Segundo nota do MPF, R$ 535,7 milhões do total bloqueado estavam em poder da financeira BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM e os demais R$ 10 milhões haviam sido transferidos do Banco Opportunity para uma conta corrente de Beassy Schachnik, irmã do presidente desse banco, Dorio Ferman, um dos investigados na operação.

De acordo com o MPF, foram realizadas duas grandes movimentações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro, que envolveriam Daniel Dantas, Dorio Ferman, Maria Alice Carvalho Dantas (esposa de Dantas), Verônica Dantas (irmã do banqueiro) e Norberto Aguiar Tomaz. “A mais vultosa movimentação, considerada atípica, aconteceu este mês e envolve mais de meio bilhão de reais”, afirma a nota. O MPF acredita que Dantas e os demais transferiram a administração de cinco fundos para a administração da BNY Mellon.

Uma outra “movimentação atípica”, segundo o MPF, ocorreu em julho deste ano, quando Beassy Schachnik recebeu em sua conta corrente uma transferência eletrônica disponível (TED) no valor de R$ 10 milhões. Mas, de acordo com o Ministério Público, a conta de Schachnik jamais recebeu tal movimentação.

“Existem movimentações atípicas que podem indicar lavagem de dinheiro e o congelamento desses ativos foi pedido justamente para que o Ministério Público Federal possa, efetivamente, saber se esses recursos são provenientes de crime. O ônus de demonstrar a origem lícita desses valores é das pessoas que tiveram seus bens bloqueados”, disse o procurador, por meio de nota.

Segunda-feira última (8), segundo o MPF, o Banco Opportunity havia divulgado nota informando que transferiu a administração dos fundos de investimento ao BNY Mellon.



 


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