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Brasília - O Ministério
Público Federal está investigando se houve formação
de monopólio na fusão das operadoras de telefonia Oi e
Brasil Telecom. O inquérito civil público foi
instaurado no Rio Grande do Sul pelo procurador da República
José Osmar Pumes.
No documento, o
procurador diz que a fusão entre as empresas poderá
inviabilizar o cumprimento da Lei de Telecomunicações,
que garante a toda a população o acesso às
telecomunicações, às tarifas e a preços
razoáveis e em condições adequadas.
“A
proteção da livre concorrência e a repressão
ao abuso do poder econômico que elimina esta concorrência
e aumenta arbitrariamente os lucros constituem bem jurídico
valioso, protegido pelo Código de Defesa do Consumidor e cuja
titularidade pertence a toda a coletividade”, afirma Pumes.
Segundo ele, a
Procuradoria da República do Rio Grande do Sul recebeu uma
representação do Sindicato dos Trabalhadores nas
Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas
Telefônicas no Rio Grande do Sul (Sinttel) na qual afirma que o
Plano Geral de Outorgas (PGO) não autoriza o monopólio
privado da concessão dos serviços de comunicações,
mas estaria sendo modificado para viabilizar a fusão entre as
duas empresas.
O procurador lembra
que, de acordo com notícias veiculadas na imprensa nacional, os
recursos para a realização do negócio entre as
duas operadoras serão disponibilizados pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do
Brasil.
“O
explícito empenho do governo federal para a criação
de uma "gigante brasileira de telecomunicações"
e a facilidade de obtenção de financiamento junto ao
setor público, pelo Grupo Telemar, configuram fundadas razões
para se pensar que a fusão já ocorreu de fato, estando
em curso apenas medidas necessárias à regularização
da operação já realizada, no plano normativo”,
afirma.
Além
do inquérito civil público, o Ministério Público
Federal acompanha o andamento de uma ação popular que
corre na 8ª Vara Federal de Fortaleza (CE), ajuizada contra a
fusão das duas operadoras.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se manifestar sobre o pedido do Ministério Público.
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