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Rio de Janeiro - A Operação
Atlântico, manobras militares das três Forças
Armadas que começou hoje (12) e simula uma disputa por bacias
petrolíferas brasileiras, sinaliza à comunidade
internacional que o país tem condições de
proteger seus recursos naturais na costa marítima, disse o
coordenador dos exercícios, contra-almirante Edilander dos
Santos.
“Emitimos um sinal à
comunidade internacional que estamos preocupados com a nossa defesa,
o que implica dizer que estamos, em tese, aptos a executar a defesa
do nosso patrimônio”, afirmou Santos durante exposição
na base da Marinha, na Ilha do Mocanguê, em Niterói
(RJ).
O contra-almirante
disse que o país não sofre ameaças no momento.
Ele rechaçou supostos sinais de intimidação com
a reativação da Quarta-Frota da Marinha dos Estados
Unidos na América Latina e o anúncio de manobras
conjuntas das Forças Armadas da Rússia com a da
Venezuela.
“Não temos
nenhum desafiante em vista, pelo menos no médio prazo. Mas o
preparo das Forças Armadas não pode se prender ao
inimigo, temos que estar prontos para quando ele surgir”, disse.
Mais de 10 mil
militares participam nos próximos 14 dias da Operação
Atlântico, que treina a defesa de campos de petróleo,
além de dutos e refinarias no Espírito Santo, Rio e
Janeiro e em São Paulo, onde foram recém-descobertas
novas reservas de petróleo na camada pré-sal.
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