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Brasília - O primeiro-ministro da
Noruega, Jeans Stoltenberg, anunciou hoje (16) a doação de US$ 1 bilhão para
o Fundo Amazônia, até 2015, durante cerimônia no
Palácio do Planalto.
De acordo com o
primeiro-ministro, a doação tem como contrapartida a
redução efetiva da emissão de gases poluentes
causados pelo desmantamento.
"Uma condição
para que isto seja viável é que queremos ver a
documentação no sentido de que o desmatamento está
sendo efetivamente reduzido", disse.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou que a doação
aumenta a responsabilidade do Brasil no combate ao desmatamento e que
outros países devem ter a mesma consciência que a
Noruega tem relação à redução de
gases poluentes.
"O dia que cada
país desenvolvido tiver a mesma atitude que teve a Noruega,
certamente vamos ter certeza de que o aquecimento global vai
diminuir", declarou.
Além da doação,
também foi assinado um memorando de entendimento de cooperação
nas áreas de combate ao aquecimento global, de proteção
da biodiversidade e de fortalecimento do desenvolvimento sustentável.
Lula e Stoltenberg
também falaram da possibilidade de o Brasil e a Noruega serem
parceiros na extração do óleo do pré-sal.
O primeiro-ministro disse que seu país está interessado
em "ver empresas norueguesas trabalhando junto com brasileiras
no desenvolvimento das descobertas do pré-sal".
Lula afirmou que o
Brasil vai precisar de parceiros para poder fazer a extração
do petróleo e do gás que estão na camada
pré-sal. "Certamente vamos precisar de parcerias e
instrumentos técnicos para explorara a totalidade dos recursos
do pré-sal", disse.
O presidente adiantou
que o estudo sobre as formas de exploração do pré-sal
devem ser apresentados a ele a partir do dia 5 de outubro.
O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, disse que a doação do governo
norueguês ao Fundo Amazônia será usada para
financiar projetos contra o desmatamento na Amazônia.
"Temos no próprio
estatuto do fundo o manejo florestal, o extrativismo, a cadeia de
produtos originados da floresta, a recuperação de áreas
degradadas, a recuperação de recursos hídricos,
a estruturação de parques e de reservas extrativistas",
disse.
Minc informou que cinco
países já sinalizaram que querem fazer doações
para o fundo: a Coréia, o Japão, a Suíça,
Suécia e a Alemanha.
Já o presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Luciano Coutinho, disse que a instituição irá
apoiar projetos que possam promover o sustento das populações
que vivem na Amazônia.
"Vamos apoiar
comunidades, cooperativas, sob diversas formas. Vamos também
investir em tecnologias alternativas sustentáveis de
produção", explicou.
O BNDES é o
responsável pela administração do Fundo
Amazônia.
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