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Brasília - O cacique Aritana
Yawalapti, de uma aldeia no estado no Mato Grosso onde vivem cerca de
5 mil índios, elogiou as novas instalações da
Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) no
Distrito Federal, mas pediu mais
investimentos para a saúde indígena.
“A nova casa, para
nós, é muito boa. É um lugar mais bonito, limpo.
E isso é bom para a nossa saúde. Estou muito contente.
Outros caciques e parentes que estão aqui também estão
gostando do lugar. Em relação à saúde do
índio, precisa melhorar bastante. Por isso estamos aqui, todos
os caciques, para falar isso para a Funasa [Fundação
Nacional de Saúde]”, disse.
A nova sede da Casai
substituii a antiga, onde ficou hospedada a índia Jayia
Xavante, de 16 anos, que morreu em junho deste ano após ter
órgãos internos perfurados.
Aritana destacou que a
Casai anterior não era boa para hospedar os índios
doentes. Segundo ele, o local era bastante sujo, tinha muito mato e
muito mosquito. Ele afirmou que está tomando algumas
providências para aumentar a segurança e assim evitar o
que aconteceu com a índia xavante.
“Isso não pode
acontecer. Estamos conversando entre nós, índios, e com
os seguranças, para não acontecer isso. Lá
aconteceu porque não tinha ninguém. A gente não
sabe o que aconteceu com ela. Tem que ter muita segurança
aqui”.
O cacique reclamou um
reforço no atendimento básico nas aldeias. Ele a disse
que vê a situação nas aldeias como “abandono”.
Vivem na região
do Xingu 14 etnias.
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