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Brasília - Os peritos médicos da Previdência
decidiram paralisar as atividades no país todas as quartas-feiras, a partir
de hoje. Segundo a Associação
dos Peritos Médicos da Previdência Social, a
manifestação tem o objetivo de mostrar a indignação
da categoria com o descumprimento do acordo de reestruturação
da carreira, que levou mais de 15 meses para ser negociado.
Entre as reclamações dos mais de 5
mil médicos, está a recente mudança na
nomenclatura da categoria de perito médico da Previdência
Social para médico perito previdenciário. Segundo a
associação, a mudança permitirá que
assumam a função médicos que não fizeram
concurso, inclusive os terceirizados.
Segundo os manifestantes, outro
problema é a gratificação para os peritos. Essa
gratificação corresponde a 50% dos vencimentos e passa
a ser incorporada a partir de 60 meses de exercício da função.
Quando houve a mudança da nomenclatura, quem tinha, por
exemplo, 55 meses de exercício, ficou prejudicado, já
que precisará reiniciar a contagem de tempo.
Os peritos também reclamam da
produtividade, já que passou a ser atrelada ao tempo de espera
do segurado para ser atendido. Os médicos alegam que é
impossível comparar o atendimento em capitais como São
Paulo com o serviço no interior do Acre.
Segundo
comunicado do Ministério da Previdência Social foram
tomadas todas as providências para garantir que os efeitos da
paralisação sejam os menores possíveis. O
trabalhador que tem atendimento marcado para hoje (17) e não
for atendido poderá remarcar para a data mais próxima,
por telefone, no número 135.
O
INSS lembra que a paralisação deve afetar apenas a
perícia médica. Todos os outros serviços
oferecidos nas Agências da Previdência Social funcionarão
normalmente.
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