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Rio de Janeiro - Os cerca de dois mil
homens do Exército foram recebidos com fogos de artifício
hoje (17), supostamente disparados por criminosos, quando chegaram às
comunidades da Rocinha e do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro,
para a realização da Operação Guanabara,
de combate a crimes eleitorais. O porta-voz da operação,
coronel André Novaes, disse, no entanto, que o Exército
não presenciou mais nenhuma manifestação por
parte de criminosos, além dos fogos, e que não houve
incidentes no primeiro dia da operação naquela área da
cidade. Novaes afirmou que o começo desta terceira fase foi
bem sucedida.
"Novamente os
objetivos da operação foram cumpridos. O objetivo
solicitado pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foi o de segurança do processo eleitoral, o
que para nós significa dar segurança para a população
acima de tudo, o direito de ir e vir, de se reunir, de comparecer a
um corpo-a-corpo, segurança para a imprensa trabalhar, para o
TRE [Tribunal Regional Eleitoral] fazer a fiscalização e para que os candidatos
possam fazer sua campanha", resumiu o coronel Novaes.
Hoje, o presidente do
Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Alberto Mota Moraes, visitou as
favelas e também mostrou satisfação com a
operação, iniciada na última semana. O Exército
ficará na zona sul até sexta-feira (19). No domingo
(21), a operação recomeçará na favela do
Jacarezinho, na zona norte do Rio, e nas comunidades do Barbante,
Antares e Carobinha, na zona oeste da cidade.
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