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Brasília - O
presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluiu a
Bolívia e a Venezuela em uma lista de países que, segundo o governo
norte-americano, não combatem de maneira efetiva o
narcotráfico. As informações são da
agência argentina Telam.
“Designo
a Bolívia, a Venezuela e a Birmânia como países
que falharam ostensivamente nos 12 meses anteriores em cumprir suas
obrigações no marco dos acordos internacionais contra o
narcotráfico”, disse Bush.
Ele
afirmou, entretanto, que os Estados Unidos continuarão
respaldando as organizações comprometidas com o reforço
das instituições democráticas na Bolívia
e na Venezuela. A Casa Branca deixou em suspenso possíveis
sanções no caso dos dois países e abriu caminho
para a possibilidade de continuar desembolsando fundos de
assistência.
Na última
quarta-feira (10), o presidente da Bolívia, Evo Morales,
expulsou de seu país o embaixador dos Estados Unidos em La
Paz, Philip Goldberg, a quem acusou de conspirar junto aos opositores
locais para derrubá-lo. No dia seguinte (11), o departamento
de Estado norte-americano respondeu com a expulsão do
representante boliviano em Washington, Gustavo Guzmán.
Também
na última quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo
Cháves, expulsou o embaixador dos Estados Unidos em Caracas,
Patrick Duddy, “em solidariedade” ao governo da Bolívia.
Em Washington, a decisão foi retalhada com a expulsão
do representante venezuelano no país, Bernardo Alvarez
Herrera.
De volta
aos Estados Unidos, Johnson afirmou que a decisão de incluir a
Bolívia na lista não foi tomada “às pressas”.
“A
Bolívia continua sendo um país produtor de narcóticos
de alto nível e suas políticas e suas ações
provocaram uma significativa deterioração na
cooperação com os Estados Unidos.”
Já
o vice-presidente da Bolívia, Alvaro García Linera,
acredita que a medida reflete “uma decisão política e
arbitrária, tecnicamente injustificada contra os bolivianos”.
Ele
assegurou que a Bolívia – terceiro maior produtor mundial de
folha de cocaína e superado apenas pela Colômbia e pelo
Peru – cumpriu “de maneira religiosa” os convênios
internacionais em relação à redução
das plantações da droga.
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