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17 de Setembro de 2008 - 23h36 - Última modificação em 18 de Setembro de 2008 - 14h35


Lula parte 5: presidente acha cedo para discutir sucessão

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Ainda é muito cedo para discutir a sucessão presidencial. Foi o que afirmou hoje (17), em entrevista exclusiva para o programa 3 a 1, da TV Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a conversa com os jornalistas Luiz Carlos Azedo, apresentador do programa, Helena Chagas, diretora de jornalismo da EBC, e Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico, Lula afirmou também que ainda não tem um nome para lançar como candidato à sua sucessão. "Neste momento, nem Ciro [Gomes], nem Dilma [Rousseff], nem ninguém, porque neste momento eu não estou discutindo sucessão presidencial", disse.

Ainda assim, o presidente assumiu que gostaria de conseguiu lançar uma chapa da atual base governista para disputar as eleições presidenciais de 2010. Confira abaixo mais uma parte da entrevista concedida por Lula.

TV Brasil: Presidente, agora temos mais uma pergunta de Fortaleza: "Presidente, o senhor confia na Dilma Rousseff para ser uma possível presidente do país?"
Luiz Inácio Lula da Silva: Eu confio na Dilma. Na verdade, eu confio em todos os meus ministros. Agora, a Dilma Rousseff é a companheira chefe da Casa Civil, companheira que coordena grande parte das coisas que o governo faz. É um dos quadros com capacidade gerencial como poucos na história deste país. Então, ela merece. Não sei se vai ser Dilma, porque também não discuti isso com ninguém ainda, mas num momento certo...

TV Brasil
: Tem um ex-ministro do senhor, lá do Ceará, deputado Ciro Gomes, que, aliás, foi o deputado mais votado nas eleições passadas, que é um pré-candidato a presidente da República, já disputou duas eleições, participou do seu governo, foi leal e nas pesquisas aparece sempre na frente da Dilma. Por que não o Ciro e sim a Dilma?
Lula: Primeiro, eu tenho um profundo respeito pelo Ciro Gomes e neste momento, nem Ciro, nem Dilma, nem ninguém porque neste momento eu não estou discutindo sucessão presidencial. Obviamente que o Ciro tem cacife para ser candidato a presidente da República, tem história. É um homem de um competência extraordinária. Pelo fato de já ter perdido duas vezes, ele é muito mais conhecido do que aqueles que nunca concorreram a nenhuma eleição. Quando chegar o momento de discutir quem vai ser o candidato, obviamente que eu quero discutir com a base aliada. Obviamente que o PSB faz parte da base aliada, o PCdoB faz parte, o PMDB. Então eu quero ver se é possível a gente construir uma candidatura única da base aliada. Esse é o meu sonho: presidente e vice da base aliada. E aí nós vamos costurar a aliança nos estados para governadores, senadores e para deputados. Agora, eu não quero antecipar esse debate. Esse debate vai acontecer no momento certo, na hora certa, porque nós ainda temos dois anos e quatro meses para governar este país, dois anos e três meses agora, é muito tempo para governar este país ainda. Se eu me preocupar com 2010 agora, eu vou jogar um precioso tempo gastando energia em uma coisa que não é prioridade.

TV Brasil
: O senhor está gastando energia nas eleições municipais. Tem participado de comícios de campanhas eleitorais. Qual é a prioridade do senhor nas eleições municipais? É apoiar alguns candidatos do PT?
Lula : Eu tenho participado pouquíssimo. Se você for analisar eu fiz até agora quatro comícios. Eu tenho tentado evitar. O presidente da República não pode ficar querendo fazer a campanha como se fosse candidato a prefeito. Eu tenho sido comedido, tenho gravado algumas coisas para televisão quase que geral, não tenho entrado em detalhes sobre as cidades, porque eu acho que não deve ser assim o comportamento do presidente da República. Onde que eu tenho ido é São Paulo, na capital, porque ali é um enfrentamento direto com dois adversários no governo federal. Tenho ido ao ABC ....meu amigo Luís Marinho é candidato a prefeitura de São Bernardo, eu tenho relações históricas com São Bernardo, com Diadema, Guarulhos... nessas cidades, como eu puder ajudar, eu vou ajudar. Mas eu agora viajo para Nova York e vou ficar mais cinco dias fora e depois eu tenho uma quantidade grande de presidentes para receber aqui e por isso minha participação na campanha vai ser quase nada.

(continua)



 


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