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Brasília - Ainda é muito
cedo para discutir a sucessão presidencial. Foi o que afirmou
hoje (17), em entrevista exclusiva para o programa 3 a 1, da
TV Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a conversa com os jornalistas Luiz Carlos Azedo, apresentador
do programa, Helena Chagas, diretora de jornalismo da EBC,
e Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico, Lula
afirmou também que ainda não tem um nome para lançar
como candidato à sua sucessão. "Neste momento, nem
Ciro [Gomes], nem Dilma [Rousseff], nem ninguém, porque neste
momento eu não estou discutindo sucessão presidencial",
disse.
Ainda assim, o
presidente assumiu que gostaria de conseguiu lançar uma chapa
da atual base governista para disputar as eleições
presidenciais de 2010. Confira abaixo mais uma parte da entrevista
concedida por Lula.
TV Brasil:
Presidente, agora temos mais uma pergunta de Fortaleza: "Presidente,
o senhor confia na Dilma Rousseff para ser uma possível
presidente do país?" Luiz Inácio
Lula da Silva: Eu confio na Dilma. Na verdade, eu confio em todos
os meus ministros. Agora, a Dilma Rousseff é a companheira
chefe da Casa Civil, companheira que coordena grande parte das coisas
que o governo faz. É um dos quadros com capacidade gerencial
como poucos na história deste país. Então, ela
merece. Não sei se vai ser Dilma, porque também não
discuti isso com ninguém ainda, mas num momento certo...
TV Brasil: Tem
um ex-ministro do senhor, lá do Ceará, deputado Ciro
Gomes, que, aliás, foi o deputado mais votado nas eleições
passadas, que é um pré-candidato a presidente da
República, já disputou duas eleições,
participou do seu governo, foi leal e nas pesquisas aparece sempre na
frente da Dilma. Por que não o Ciro e sim a Dilma? Lula: Primeiro,
eu tenho um profundo respeito pelo Ciro Gomes e neste momento, nem
Ciro, nem Dilma, nem ninguém porque neste momento eu não
estou discutindo sucessão presidencial. Obviamente que o Ciro
tem cacife para ser candidato a presidente da República, tem
história. É um homem de um competência
extraordinária. Pelo fato de já ter perdido duas vezes,
ele é muito mais conhecido do que aqueles que nunca
concorreram a nenhuma eleição. Quando chegar o momento
de discutir quem vai ser o candidato, obviamente que eu quero
discutir com a base aliada. Obviamente que o PSB faz parte da base
aliada, o PCdoB faz parte, o PMDB. Então eu quero ver se é
possível a gente construir uma candidatura única da
base aliada. Esse é o meu sonho: presidente e vice da base
aliada. E aí nós vamos costurar a aliança nos
estados para governadores, senadores e para deputados. Agora, eu não
quero antecipar esse debate. Esse debate vai acontecer no momento
certo, na hora certa, porque nós ainda temos dois anos e
quatro meses para governar este país, dois anos e três
meses agora, é muito tempo para governar este país
ainda. Se eu me preocupar com 2010 agora, eu vou jogar um precioso
tempo gastando energia em uma coisa que não é
prioridade.
TV Brasil: O
senhor está gastando energia nas eleições
municipais. Tem participado de comícios de campanhas
eleitorais. Qual é a prioridade do senhor nas eleições
municipais? É apoiar alguns candidatos do PT? Lula : Eu tenho
participado pouquíssimo. Se você for analisar eu fiz até
agora quatro comícios. Eu tenho tentado evitar. O presidente
da República não pode ficar querendo fazer a campanha
como se fosse candidato a prefeito. Eu tenho sido comedido, tenho
gravado algumas coisas para televisão quase que geral, não
tenho entrado em detalhes sobre as cidades, porque eu acho que não
deve ser assim o comportamento do presidente da República.
Onde que eu tenho ido é São Paulo, na capital, porque
ali é um enfrentamento direto com dois adversários no
governo federal. Tenho ido ao ABC ....meu amigo Luís Marinho é
candidato a prefeitura de São Bernardo, eu tenho relações
históricas com São Bernardo, com Diadema, Guarulhos...
nessas cidades, como eu puder ajudar, eu vou ajudar. Mas eu agora
viajo para Nova York e vou ficar mais cinco dias fora e depois eu
tenho uma quantidade grande de presidentes para receber aqui e por
isso minha participação na campanha vai ser quase nada. (continua)
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