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17 de Setembro de 2008 - 21h36 - Última modificação em 17 de Setembro de 2008 - 21h35


Grupo formado por Brasil e Paraguai buscará alternativas para tarifa de energia de Itaipu

Sabrina Craide e Carolina Pimentel
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - Depois de mais de três horas de reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Paraguai, Fernando Lugo, os dois governos decidiram formar uma mesa de conversação para discutir alternativas que atendam aos interesses de ambos os países em relação à tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Em entrevista coletiva após a reunião, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim e do Paraguai, Alejandro Hamed Franco, informaram que o grupo será formado num prazo de dez dias para buscar soluções. Amorim ressaltou que o Brasil está aberto a encontrar formas criativas para resolver o problema. “Queremos que Brasil e Paraguai se sintam atendidos pela riqueza gerada por Itaipu”, disse.

A alteração do Tratado de Itaipu foi um dos principais temas de campanha de Lugo. Para ele, o preço negociado deve levar em conta os valores praticados no mercado. O Brasil paga atualmente US$ 45,31 pelo megawatt-hora de Itaipu ao Paraguai.

Pelo Tratado de Itaipu, cada um dos dois países tem direito a usar 50% da energia gerada pela usina, mas como a demanda do Paraguai é menor (apenas 5% do que teria direito), o país vende o restante ao Brasil. A usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.

Segundo Amorim, a reunião dos presidentes também tratou da relação comercial entre os dois países, de financiamentos a projetos paraguaios, de cooperação na área social e da situação dos brasileiros no Paraguai. “Ouvimos palavras tranqüilizadoras no sentido de que haverá tratamento justo e adequado aos brasileiros”, disse.

Também participaram da reunião, no Palácio do Planalto, os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão; da Fazenda, Guido Mantega; e do Desenvolvimento, Miguel Jorge; além do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek; do embaixador do Brasil no Paraguai, Valter Pecly, e do assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.




 


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