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Brasília - Indígenas
aliados a produtores de arroz, moradores do Distrito do Surumu, área
de maior tensão entre índios favoráveis e
contrários à demarcação contínua
da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, apresentaram um
relatório a um grupo de parlamentares com denúncias de
suposta atuação parcial da Polícia Federal a
favor do grupo ligado ao Conselho Indígena de Roraima (CIR).
De acordo
com a funcionária da subprefeitura do Distrito de Surumu,
Genilza de Ambrósio, os moradores que defendem a permanência
dos arrozeiros “estão se sentindo desamparados, sem apoio da
PF ou da Força Nacional de Segurança”.
No
relato, entregue ontem (16) ao senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
e a deputados da Assembléia Legislativa do estado, o grupo acusa a PF de
revistar apenas veículos ligados aos agricultores e liberar a
entrada sem restrições para pessoas e caminhões
a serviço do CIR.
“Somos
discriminados. A Polícia Federal come e convive em parceria
com o pessoal do CIR. Com a gente o tratamento é outro. Nós
é que fazemos a nossa própria segurança”,
afirmou.
No texto,
os moradores também argumentam que há interferência
de entidades estrangeiras, como as organizações
não-governamentais Greenpeace, Amigos da Terra e WWF em defesa
da demarcação contínua. “Dos padres, da Igreja
Católica também. Fazem de tudo para excluir as famílias
que trabalham com os agricultores”.
Procurada
pela reportagem, a assessoria da Polícia Federal afirmou que apenas o
superintendente da corporação em Roraima, José
Maria da Fonseca, pode responder sobre a atuação da PF
na região indígena, mas está em viagem a trabalho. O Conselho Indígena de Roraima afirmou que
nenhum dos diretores da entidade estaria disponível para
comentar as denúncias do relatório hoje (17).
O título foi alterado.
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