Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
17 de Setembro de 2008 - 13h00 - Última modificação em 17 de Setembro de 2008 - 15h34


Funasa nega que morte de adolescente xavante motivou criação de outro abrigo

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Elza Fiúza/ABr
Brasília - Alojamentos da Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai) no Distrito Federal, inaugurada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa)
Brasília - Alojamentos da Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai) no Distrito Federal, inaugurada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa)
Brasília - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) inaugurou hoje (17) uma unidade da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) no Distrito Federal.

A nova sede vai substituir a antiga Casai, onde ficou hospedada a índia Jayia Xavante, de 16 anos, que morreu em junho deste ano, após ter órgãos internos perfurados.

Segundo a Funasa, as instalações anteriores foram desativadas. Em entrevista coletiva, o presidente da fundação, Danilo Bastos Forte, negou que a transferência dos índios para a nova unidade tenha relação com a morte da adolescente xavante.

O delegado da 2ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, Antonio José Romeiro, encarregado do caso, trabalha com a hipótese de que o crime tenha ocorrido dentro na antiga Casai, mas o inquérito ainda não foi concluído.

Na entrevista, o presidente da Funasa afirmou ainda que não houve nenhuma alteração no esquema de segurança da nova Casai.

“Nossas instalações aqui têm uma segurança muito maior, porque é um ambiente muito mais aberto, mais saudável, são acomodações mais modernas, mas eu não posso colocar uma câmera em cada cômodo. Não vou violar a intimidade de ninguém. A vigilância que a outra casa tinha aqui tem também, é a mesma coisa”, disse Forte.

A nova Casai, segundo o presidente, oferece acomodações “mais dignas, mais corretas, mais seguras e mais próximas” à sede da Funasa, em Brasília. Ele lembrou que a administração da antiga casa ficava no centro da capital federal, enquanto o abrigo ficava próximo à divisa com o estado de Goiás. “Agora, está tudo unificado.”

Além do escritório administrativo, o local tem consultórios, uma central de farmácia e 14 apartamentos que acomodam até 100 indígenas, incluindo os acompanhantes. Há ainda uma piscina para fisioterapia e uma área de lazer para as crianças.

A reforma, de acordo com dados da Funasa, teve um custo de R$ 20 mil. Com o aluguel do local onde a casa funciona serão gastos R$ 18 mil por mês – o valor do aluguel da antiga unidade era R$ 12 mil.

“No Brasil, hoje, temos 54 Casais, com recursos que conseguimos economizar no custeio do orçamento vamos construir mais três Casais, na região dos xavantes e dos caiapós, que são áreas críticas em que a Funasa precisa atuar. Quero ver se a gente começa até o final do ano", acrescentou Forte.


A matéria foi ampliada para acréscimo de informações.
 

  LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
Funasa ainda apura possível negligência na morte de adolescente xavante
Investigação sobre morte de adolescente xavante é prorrogada por um mês
Polícia Civil de Brasília adia depoimento de antropólogos sobre caso da índia xavante
Ouvidor critica atuação de delegado no caso de jovem índia morta em Brasília
Irmã de índia xavante rebate versão da polícia e diz que Jaiya foi vítima de erro médico
Mãe de adolescente xavante acusa abrigo da Funasa e hospital de negligência
Tia diz à polícia de Brasília ignorar qualquer agressão sofrida por adolescente índia
Tia de adolescente índia morta após ser agredida depõe em delegacia de Brasília
Conselho Indigenista Missionário cobra elucidação da morte de índia xavante
Vannuchi classifica como “estarrecedor” caso de adolescente xavante morta em Brasília
Articulação de instituições pode impedir crimes como o da índia xavante, diz secretaria
Índios negam crime e dizem que adolescente pode ter morrido por comer algo que lhe fez mal
Polícia Federal abre investigação paralela para apurar morte de adolescente xavante
Assessoria da Funasa nega falta de ambulância para atendimento de índios
Local que abrigava adolescente xavante não possui ambulâncias, constata OAB
Comissão da OAB constata precariedade em local que abrigava xavante morta
Funasa diz que não reconhece fonte que acusou tia de matar adolescente xavante
Delegado diz que não há suspeitos para morte de adolescente xavante
Líder indígena diz que matar pessoas com deficiência não faz parte da cultura xavante
Fonte da Funasa aponta tia como agressora de índia que morreu em Brasília
Polícia ouve familiares e funcionários da Funasa no inquérito sobre a morte de jovem índia
Polícia Federal investigará morte de jovem índia com rigor, diz Tarso
Polícia recolhe lençóis e cadeira de rodas em casa de apoio onde morreu jovem índia
Jovem indígena foi vítima de violência sexual, afirma delegado
Funai diz que morte de adolescente xavante não é crime contra etnia indígena
Adolescente xavante morre em Brasília após sofrer violência sexual
 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina